Ativistas ocupam tribuna livre e exigem mais atenção ao Plano Cicloviário

Os ativistas do movimento por mais ciclovias e segurança aos ciclistas, Afonso Zeni, delegado do Plano Diretor Participativo, e Roberto Fernandes, um dos principais integrantes do movimento Pedala Jundiaí e também delegado do Plano, ocuparam a tribuna livre na sessão desta terça-feira (3) da Câmara Municipal para exigir a inclusão do Plano Cicloviário no Plano Plurianual (que define os investimentos na cidade). Enquanto Afonso Zeni ocupou a tribuna, Roberto Fernandes entrou com a bicicleta e ficou ao lado dele -- fato inédito na Câmara. O protesto aconteceu justamente no dia em que a cidade lamenta a morte de mais um ciclista.
O ciclista Reginaldo Martins de Oliveira, de 38 anos, morreu, na manhã desta terça-feira (3), em um acidente com um ônibus na avenida das Indústrias, esquina com a Yamashita Yukio, no Distrito Industrial de Jundiaí.
Em sua fala, Afonso Zeni lembrou que foi um dos delegados do Plano Diretor e trabalhou muito na concepção de um modelo de cidade para todos. Ele criticou aqueles que desqualificam o Plano Diretor, especialmente o setor imobiliário, e lembrou que o mesmo setor foi um dos integrantes do processo onde pôde apresentar suas propostas. Segundo Zeni, quem se posiciona contra o plano está também contra a inclusão de uma rede de ciclovias seguras para os ciclistas. "O Plano Cicloviário foi discutido, debatido e inserido como umas das prioridades do Plano Diretor. E como uma das prioridades o sistema cicloviário, por lei, deveria estar inserido no Plano Plurianual (PPA)". Ao não incluir o Plano Cicloviário no PPA, disse Zeni, a o novo PPA está indo contra a lei aprovada e em vigor do novo Plano Diretor. Para Roberto Fernandes, do Pedala Jundiaí, o fato é que o Plano Plurianual 2018-2021 (PPA) apresentado à Câmara contempla, como indicador do tópico de ciclovias, o número 250, apontado como indicador a unidade de metros quadrados. O resultado técnico da leitura é uma meta de 250 metros quadrados por ano, nos próximos quatro anos. Fernandes explica que a falha é visível. "São 250 metros quadrados por ano que, para uma largura média de dois metros para permitir os dois sentidos de circulação, resulta em menos de 114 metros de extensão de ciclovias por ano. Em quilometragem (0,114). Ou menos de dois milésimos da já diminuta rede de 6,3 quilômetros existente no final de 2016 como circuito longe de atender esse componente de mobilidade urbana - sem considerar os trechos voltados para o lazer no Jardim Botânico, Parque da Cidade e Parque do Engordadouro. Segundo disse o ativista do Pedala Jundiaí, é preciso revisar esse indicador e o compromisso da cidade contra acidentes e mortes que atingem ciclistas, cada vez em escala mais crescente.   SAIBA MAIS SOBRE A MORTE DO CICLISTA O ciclista Reginaldo Martins de Oliveira, de 38 anos, morreu, na manhã desta terça-feira (3), em um acidente com um ônibus na avenida das Indústrias, esquina com a Yamashita Yukio, no Distrito Industrial de Jundiaí. Equipes de serviços de emergência foram acionadas para o local, mas o ciclista morreu na hora. Nas redes sociais amigos do ciclista e ativistas fizeram uma homenagem a ele. Foto de abertura by Jornal da Região