Coletivo Garagem Aberta, construindo a cena independente

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Coletivo é uma organização civil comunitária que visa através da articulação entre seus membros um objetivo em comum.

É assim que o Coletivo Garagem Aberta se auto define.

Uma organização civil que está buscando abrir espaços para novos artistas, especialmente (mas não apenas) bandas independentes. Trabalhando pela construção de uma cena musical local.

Construir uma cena significa abrir espaços para que os músicos se apresentem e criem seu próprio público, num círculo virtuoso de valorização dos artistas independentes.

O Garagem Aberta surgiu da ideia de Vitor Augusto da Silva, em um tempo em que ele nem pensava em ser um dos integrantes do Gasoline Special, uma das bancas que abre espaço na marra para apresentar suas composições próprias.

Qualquer um pode participar do coletivo. As reuniões acontecem aos sábados (duas por mês) em algum lugar da cidade. Basta entrar em contato pelo site que o interessado fica sabendo onde vai ser.

Sim, o coletivo criou um site (muito legal, por sinal) com conexão em todas as principais redes sociais. E depois um canal no Youtube, que hoje tem mais de 40 mil exibições. Uma força considerável.

O site abriu a porta para um programa de televisão, na Tevê Rede Paulista, que vai ao ar do sábado às 16 horas, com horário alternativo aos domingos às 22 horas, segundas às 16 horas e quarta às 17 horas.

A jornalista Marina Filippe é a responsável pela comunicação do coletivo. É um exemplo de que mesmo sem tocar qualquer instrumento, pessoas de boa vontade podem se juntar e ajudar na divulgação e construção da cena local.

“Existem muitas bandas em Jundiaí, mas o cover predomina. O Garagem Aberta quer mostrar que existe uma produção de qualidade, de bandas que fazem som próprio”.

A estréia do programa de televisão este ano deu mais força ao coletivo e os espaços para bandas independentes começou a se ampliar. Casas noturnas que tradicionalmente traziam apenas bandas cover decidiram abrir espaço também para os independentes.

“A cena vem se fortalecendo desde o final do ano passado. Tivemos um palco do Garagem Aberta no Virada Jovem e casas como a Toca do Rei e Aldeia Bar se abriram para os independentes”.

Marina Filippe e a fotógrafa Mariana Janeiro trabalham o material de divulgação das bandas, produzindo releases profissionais, ferramentas essenciais na carreira dos músicos.

O Coletivo tem hoje 25 colaboradores e oito bandas prontas para a estrada. O objetivo agora é integrar o coletivo ao circuito de bandas independentes de São Paulo e interior.

“Estamos organizando mini-turnês. O Gasoline Special e o Tônica estão participando de um circuito que montamos junto com o Sumo Cultural, coletivo de Salto”.

A banda jundiaiense Sallys Home, que faz parte do coletivo, junto com a Náutica (Sorocaba) e The Tries (São Paulo), estão em uma mini turnê que percorre a capital e interior do estado de São Paulo.

O próximo passo é organizar uma rede de casas na região interessadas em receber as bandas independentes.

“Com isso criamos um circuito onde a banda pode ter interação constante com seu público e abrir novas possibilidades”.

O objetivo é romper com a ideia pré-estabelecida de muitos anos de que Jundiaí não tem uma cena e mostrar que tem gente fazendo música de qualidade aqui também.

“A cena de Jundiaí não se desenrola porque as pessoas vão pra Campinas e São Paulo. Acham que aqui não tem nada. Precisamos romper esse círculo e mostrar que é possível aqui também”.

Serviço
Garagem Aberta
TV Rede Pauista
Canais 14 UHF e 22 da Net.
Todo sábado às 16h. Horário alternativo aos domingos às 22h e segundas às 16h e quarta às 17h00.

Canal no Youtube

Site do Garagem Aberta

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