Grafite vira arte pública em terminal de ônibus

Um novo momento de reconhecimento para a arte do grafite na cidade. 

O primeiro dos terminais de ônibus a serem transformados pela ação desse campo, o Terminal Eloy Chaves, chegou mais colorido e artístico para a primavera. 

Entre mais de 40 envolvidos, os profissionais mais conhecidos e experientes são os artistas Insane, Estranho, Horácio, Esgoto, Acne e Dario, que desenvolveram trabalhos nas paredes internas e na caixa de água. Os demais atuaram nas paredes externas. 

O projeto foi viabilizado pela Prefeitura em parceria das unidades de Cultura e de Mobilidade. envolvendo além do grafite a ser expandido para os outros terminais também planos que envolvem a realização de outras atividades culturais nos terminais de ônibus.

Conhecida pela qualidade de seus artistas, a cidade havia anteriormente tido uma experiência com uma galeria ao ar livre na avenida Nove de Julho. Mas o novo projeto é mais amplo. 

”Queremos mostrar para a população um terminal cheio de arte”, afirma a gestora de Cultura, Vasti Ferrari Marques. Para o setor de mobilidade, a parceria estimulada pelo conceito de plataformas de gestão pode gerar bons resultados. “O cuidado com equipamentos é espserado para que ada cidadão se aproprie do que é seu, evitando o vandalismo”, reforça a diretora Ana Paula Silva de Almeida. 

O artista e designer Guilherme Ashtama, que usa o nome artístico de Horácio, gostou do resultado. “Curti muito esse trabalho”, postou. 

Também a turma mais nova no ramo também gostou da experiência. Em nota da assessoria de governo, o pai do grafiteiro Murilo, Genilson Marques Gama, registrou que acha importante o poder público criar mais oportunidades para que os artistas urbanos mostrem seus trabalhos. 

Na década de 1990, grupos como o Artistas do Japy faziam painéis ao vivo durante shows como da pioneira banda heavy metal Battery. Mas eram intervenções pontuais. O grafite, com uma longa história de qualidade na cidade e artistas que já emergiram para diversos campos, ganha uma visibilidade maior com as dimensões de experiências desse tipo. 

 

Livros na geladeira – Outra ação lançada para teste é o uso de geladeiras para oferecer livros nos terminais. Mas a ideia depende da doação de quem dispuser de geladeiras, sem a necessidade de estarem funcionando, em  contato com a Unidade de Cultura por meio dos telefones (11) 4521-6922 e 4521-1430. A unidade cuida da retirada e transporte da mesma para que seja envelopada e estilizada.