Com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Occhi, o prefeito Pedro Bigardi anunciou nesta segunda-feira (9) que a Prefeitura de Jundiaí vai iniciar, até o início de 2015, a construção do primeiro trecho do BRT (trânsito rápido por ônibus). Serão investidos R$ 125,1 milhões nesta obra, sendo R$ 106,6 milhões de recursos do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), e R$ 18,5 milhões de contrapartida do município. Os recursos federais foram anunciados ano passado e, nesta segunda-feira (9), o prefeito Pedro Bigardi assinou o financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF). “Lutamos muito para aprovar este projeto e conseguimos. Agora estamos assinando o financiamento para colocar em prática”, comemorou o chefe do Executivo, durante cerimônia de assinatura no Paço Municipal. O primeiro trecho, de 4,1 quilômetros, é parte de um projeto maior, que prevê outros corredores, principalmente na região Oeste da cidade. “Pretendemos buscar mais recursos federais para viabilizar o restante do projeto”, disse o prefeito, ao lado do ministro Gilberto Occhi, que afirmou: “Tenho certeza de que teremos mais investimentos do Ministério das Cidades para Jundiaí. Conte com o Governo Federal para trazer mais benefício à cidade.” O prefeito Pedro Bigardi destacou ainda a parceria afinada entre as equipes da Prefeitura e da Caixa Econômica Federal, que tem sido fundamental para o sucesso da aplicação dos recursos federais e estaduais. O vice-presidente de governo da Caixa, José Medaglia Filho, e o superintendente regional, Henrique Parra Parra, participaram da cerimônia. “Estamos cumprindo nossa missão. Conquistar esse volume de recursos para a cidade é muito relevante e precisa ser comemorado”, disse José Medaglia. Integração O ministro Gilberto Occhi lembrou que tomou conhecimento do projeto do BRT de Jundiaí quando ainda trabalhava na Caixa Econômica Federal, antes de ir para o ministério. “É um prazer participar dessa cerimônia. E espero poder estar aqui quando iniciarem as obras”. Ele também destacou a importância da integração entre os poderes Executivo e Legislativo, referindo-se ao apoio que a Câmara Municipal tem dado à Prefeitura. Com os R$ 125,1 milhões em investimentos, será possível construir o primeiro trecho, de 4,15 quilômetros, do projeto do BRT. O traçado ligará o Terminal Colônia (na região Leste da cidade) ao Centro, em terminal que será construído na região da avenida União dos Ferroviários. No trecho estão previstas cinco paradas de ônibus (estações de embarque/desembarque) e outras duas de transferência. O projeto prevê também a construção de uma ciclovia, que vai acompanhar o corredor exclusivo para os ônibus até o viaduto Sperandio Pelliciari, que liga a Vila Arens à Ponte São João, e depois seguirá em direção ao Terminal Vila Arens. De acordo com o secretário de Transportes, Wilson Folgozi, após a assinatura do financiamento o primeiro passo será contratar o projeto básico da obra e, sem seguida, o executivo. “Nossa expectativa é de que até o fim do ano tenhamos os projetos prontos e a obra já comece no início do ano que vem”, diz.  O prazo de entrega deve ser de 18 meses. “O BRT junta a capacidade, velocidade e qualidade do metrô com a flexibilidade, baixo custo e simplicidade do sistema convencional”, destaca o secretário. “O novo sistema proporcionará uma melhora significativa ao transporte coletivo da cidade, tanto em qualidade do serviço, quanto em infraestrutura, conforto, segurança, agilidade e acessibilidade”. O projeto todo prevê a ligação entre as regiões Leste e Oeste da cidade. Números do BRT Investimento: R$ 125,1 milhões – R$ 106,6 milhões do Governo Federal e R$ 18,5 milhões em contrapartida da Prefeitura de Jundiaí Trecho: entre o Terminal Colônia, na região Leste, e o Centro Traçado: 4,15 quilômetros, passando pela avenida dos Imigrantes, rua Américo Bruno e avenida Antonio Frederico Ozanam Ciclovia: 3,5 quilômetros (entre o Terminal Colônia e o Terminal Vila Arens) Estações: 5 paradas (3 na avenida dos Imigrantes e 2 na avenida Frederico Ozanam) Integração: 2 terminais (Colônia, que será reformado, e Ferroviários, que será construído)