Sistema de ônibus vive debate intenso nos bastidores

Os motoristas dos ônibus urbanos de Jundiaí (e os cobradores que ainda restam em atividade) compartilham com parte dos passageiros a expectativa sobre a solução a ser decidida pela Prefeitura sobre a cobrança de passagens de moradores e turistas que não possuem o cartão do bilhete único.

O sistema de cobrança nos terminais implantado na gestão anterior do prefeito Pedro Bigardi foi alvo de uma das críticas centrais da campanha do prefeito Luiz Fernando Machado contra o que chamava de “gaiolinhas” (espaços separados para cobrança da tarifa nos terminais).

Eleito em outubro, a expectativa circulante na categoria era do anúncio de um novo sistema até 20 de março. O prazo agora é previsto para junho.

Em março do ano passado um sistema de pagamento por cartão de débito ou crédito começou a ser testado no Terminal da Vila Rami em dez ônibus de cinco linhas da zona sul com o anúncio de que seria ampliado depois para toda a frota. Mas o assunto desapareceu do radar.

Para profissionais do setor como motoristas, cobradores e fiscais a melhor alternativa seria a venda de cartões pré-pagos em locais como lotéricas, bancas de jornais e outros, inclusive nos terminais e nos terminais rodoviário e ferroviário.

Uma outra possibilidade, levantada inclusive por gestores da própria Prefeitura, é um aplicativo de celular que evoluiria posteriormente para informações sobre o horário dos ônibus por GPS.

Em ambos os casos, a definição precisa ser feita sobre o valor exato porque atualmente custa R$ 3 no bilhete único e R$ 3,80 no valor avulso.

Em outras cidades do mundo, como a cosmopolita Nova York, os valores no metrô são diferentes pelo tempo de uso como, por exemplo, um dia, uma semana ou um mês.

Em Jundiaí, de acordo com dados de 2016, são realizadas 120 mil viagens de ônibus por dia e apenas 18 mil delas, segundo as informações na época da atual unidade de gestão de Mobilidade e Transporte, eram feitas com pagamento em dinheiro.

De graça, mas a contragosto

Enquanto isso, muitos jundiaienses e visitantes acabam fazendo viagens gratuitas mesmo considerando mais justo pagar a passagem. A situação acaba ocorrendo quando o passageiro não tem o bilhete único precisa aguardar na pequena parte frontal, sem passar na catraca, para pagar a tarifa no terminal.

Em muitos casos, para descer em uma parada antes disso pela porta da frente, não paga a viagem em um momento constrangedor tanto para a pessoa como para o motorista.

A maioria, com exceção de algumas gangues de adolescentes que em alguns momentos de linhas de periferia entram pela porta traseira intimidando os profissionais, não aprova a viagem gratuita porque sabe que isso pode resultar em aumento futuro da tarifa para todos.

Gentileza

O atual congelamento da tarifa de ônibus, seguida por Jundiaí em consonância com São Paulo, também envolve cálculos de custo das gratuidades para idosos, meia passagem para estudantes e outros casos de profissionais e segmentos.

Ao lado de queixas eventuais sobre trânsito (velocidade ou freadas de ônibus), passageiros também colecionam casos sobre pessoas que cedem assentos para pessoas mais velhas, mulheres grávidas e outros além de atendimentos feitos a passageiros com pequenos problemas de saúde.

O debate sobre ajustes no sistema envolve ainda esforços das empresas de ônibus para recolocarem os cobradores em outras funções (diversos deles viraram motoristas depois de cursos específicos) e ainda a questão bucólica da falta que irão fazer para orientar passageiros e visitantes da cidade sobre percursos, horários, transbordos e pontos de parada.

Foto de abertura by comunicação da Prefeitura

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