A cidade tem mais de 3 mil em “núcleo” da indústria criativa

A cidade tem 3.105 pessoas atuando profissionalmente nas funções classificadas pelo Mapeamento da Indústria Criativa do Brasil 2015, que são tecnologia de informação e comunicação (TIC), publicidade, pesquisa e desenvolvimento (P&D), patrimônio e artes, música, moda, expressões culturais, editorial, design, biotecnologia, audiovisual, artes cênicas e arquitetura.

Esse levantamento pode ser chamado de “núcleo” porque não abrange as atividades informais ou paralelas (“hobbies”), o restante das cadeias produtivas em que as funções estão inseridas (“clusters”) ou até atividades criativas ausentes do levantamento.

A importância econômica desse tema, entretanto, é inegável. Com os valores de salários médios do mapeamento de 2015, somente esse núcleo é responsável por uma injeção anual em torno de R$ 300 milhões na economia local. Se cada atividade gerar em média outras dez formais ou informais, estamos falando na casa dos bilhões.   

De acordo com o projeto nacional, patrocinado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a criatividade é uma função humana, mas essa classificação específica segue metodologias internacionais para profissionais e empresas que trabalham com a aplicação do intangível como centro de seu negócio e é parte de um olhar estratégico para o futuro do país. 

Diversidade 

O levantamento de Jundiaí no Mapeamento da Indústria Criativa do Brasil 2015 mostra uma grande variação entre setores.

Em números relativos, as áreas com maiores grupos de profissionais criativos exclusivos são P&D (1.370), TIC (612), arquitetura (545), publicidade (517), design (447), audiovisual (175), música (108), editorial (91), expressões culturais (80), moda (64), biotecnologia (42), patrimônio e artes (32) e artes cênicas (32), com salários médios que variam de R$ 1,748,80 a R$ 9.504,07.

O levantamento também propõe o entendimento desses grupos em quatro áreas conceituais que são o consumo (design, arquitetura, moda e publicidade), as mídias (editorial e audiovisual), a cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais) e a tecnologia (P&D, biotecnologia e TIC). 

Palestra 

Uma abordagem ampliada desse tema será tratada no Sesc Jundiaí na próxima quinta-feira (18) entre 18h e 21h com palestra e debate da pesquisadora especializada Ana Carla Fonseca (na foto de abertura)  incluindo conceitos de economia criativa e das cidades criativas.

O nome do evento “Jundiahy ou Jundiaí”, organizado pela Mecenaria Produção Cultural, retoma a provocação de grafia original da cidade como referência a seus valores intangíveis feita há vários anos pelo site de mesmo nome, desta vez para reforçar e ampliar o cenário do debate contemporâneo.  

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