Agricultura cresce em inovações e busca de sustentabilidade

Com novas palavras cotidianas, como agroecologia ou inovação, o tradicional setor da agricultura na cidade luta para garantir sua importância não apenas na economia como também para o meio ambiente, para o turismo, para o abastecimento de água e de alimentos e para a cultura dos moradores.

Veja alguns tópicos.

O Consórcio Cidades Pela Água, gerenciado pela organização TNC (The Nature Conservancy) e que gerou há poucos anos o programa local Nascentes Jundiaí, é semifinalista do prêmio nacional da Agência Nacional de Águas. O assunto chama a atenção para o desenvolvimento de condições para o PSA (pagamento de serviços ambientais) a propriedades rurais da cidade que preservem ou recuperem as condições de produção de água, também previsto na lei 8.683 do Plano Diretor.

A cidade está representada no 2º Encontro de Inovação em Fruticultura, que acontece no dia 14 de novembro no auditório da Coordenação de Assistência Técnica Integral, em Campinas. A palestra de abertura, sobre novas tendências mundiais sobre produção e processamento de frutas, será mostrada por Verônica Pavan, da Clamar – uma das atrações também da Rota da Terra Nova.

No mesmo evento, às 13h, fala sobre o desenvolvimento de variedades de uvas para vinhos e sucos o pesquisador José Luiz Hernandez, do Centro de Frutas do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), também de núcleo local. O evento em ainda intervenções da Embrapa sobre denominação de origem e cultivo de uvas sem sementes, além do Instituto Biológico sobre o controle da mosca-de-frutas.

A CATI fica na avenida Brasil, 2340, em Campinas.

A Feira Orgânica, com a participação orientadora da organização OCS Jundiaí Orgânicos, tem sua edição principal aos domingos das 8h às 12h na praça Monsenhor Arthur Ricci (na esquina das avenidas Nove de Julho e Luiz Latorre), e também uma versão aos sábados no mesmo horário no Jardim Botânico.

Uma outra novidade, mais recente, é a Feira do Produtor Rural ligada a um programa do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) de venda direta e que está acontecendo nas segundas-feiras das 17h às 22h na rua Ignez Zonaro Fabrício, uma travessa da avenida Adilson Rodrigues, no Jardim Samambaia.

Esses são alguns casos, mas há venda direta de produtores em toda a rede de feiras livres, varejões diurnos e varejões noturnos da cidade. Veja lista completa.  

Para crianças, um passeio para o Sítio Cambucá, na bacia do rio Jundiaí-Mirim, agendado no feriado de 15 de novembro às 9h00 pelo Sesc, outras instituição que vem aumentando a atenção para o tema. É uma oportunidade de contato com princípios da recuperação ambiental pela chamada agrofloresta. O roteiro vai incluir uma oficina de “bomba de sementes” usada em ações de reflorestamento pelos professores que atuam no local. A inscrição pode ser feita na central de atendimento da unidade na avenida Antonio Frederico Ozanan, 6.300, a R$ 10 para credencial plena ou a R$ 15 para os demais. Saiba mais do projeto

Também há frentes no setor público, relacionadas com a expansão de hortas escolares, por um lado, e de hortas medicinais, por outro, nas redes municipais de educação e saúde.

Em um desses casos recentes, a A Associação Almater encerrou no mês de setembro o seu Projeto Ecoar, que ao longo de um ano desenvolveu com apoio do fundo municipal da criança e do adolescente e foco no protagonismo juvenil um trabalho de educação ambiental relacionado ao tema que teve duas oficinas por semana, grupo de estudos sobre agroecologia e cidadania, práticas de permacultura, oficinas de arte, práticas corporais como danças circulares, mutirões agroecológicos e outras atividades.

No campo mais específico, a Escola Técnica Benedito Storani começou a testar projetos como o “Chef Best” para levar alunos com orientadores às feiras de agricultores para o uso gastronômico das chamadas PANC (plantas alimentícias não-convencionais), como é o caso de ora pro nobis, peixinho ou araruta.

E, com o adiamento da lista de privatizações do governo estadual depois de grandes mobilizações da cidade, dois centros de pesquisa rural estão mantidos na cidade pelo Instituto Agronômico – o Centro de Engenharia e Automação Agrícola (veja as pesquisas aqui) e o Centro de Frutas (veja as pesquisas aqui). 

Em direção aparentemente oposta, a questão da alimentação saudável está presente mesmo no 12º Congresso de Educação Física da ESEF. Na próxima segunda-feira (6),às 18h30, acontece a palestra sobre “alimentos ultraprocessados: conhecer para proteger” com representantes do Instituto Alana e IDEC. No Bolão. 

No mesmo dia, às 18h, um espaço estará aberto para câmaras técnicas, conselhos ou entidades no interior do café e livraria Locomotiva, no Centro, na atividade chamada de Cidadania Lab. 

Eppur si muove.