Aprillanti, um engenheiro agrônomo na Secretaria de Obras

O indicar José Roberto Aprillanti Júnior, ou simplesmente Júnior Aprillanti como é conhecido politicamente, para a Secretaria de Obras, o prefeito eleito Pedro Bigardi colocou mais alguns gravetos na fogueira (ainda abafada) que começa a crescer entre os seus apoiadores.

Bigardi já disse que o fato de um indicado para seu governo ser político é um diferencial positivo. E Aprillanti é político. Filho e neto de políticos.

Mas em Várzea Paulista, onde sua família tem um forte vínculo local. Além de ter sido vice prefeito de Várzea Paulista, seu avô, João Aprillanti (1965-1968), foi o primeiro prefeito da cidade e seu pai, José Aprillanti, o terceiro, de 1973 a 1976.

Foi Bigardi quem trouxe Júnior Aprillanti para o PCdoB, em 2009.

O prefeito eleito também disse muitas vezes que está montando um governo técnico. E Aprillanti é engenheiro. Mas engenheiro agrônomo — formado pela Escola Superior de Agricultura, a ESALQ, da Universidade de São Paulo.

Sua vida profissional, porém, sempre esteve ligada ao mundo das construções e imóveis. O que o credencia para o cargo.

Bigardi também explicou que busca para seu governos bons nomes jundiaienses. Pessoas de valor da cidade.

E Aprillanti é jundiaiense de nascimento e tem residência na cidade – além de sua casa em Várzea Paulista.

O que diz o prefeito eleito? Que Aprillanti é um bom nome justamente por ser político e por ter conhecimento técnico na área de obras. O que é inegável.

O que diz Aprillanti? Acompanhe a entrevista.

Um engenheiro florestal na Secretaria de Obras? Como é isso?

“Hoje, todas as obras públicas ou privadas passam por licenciamento ambiental. Por isso é necessário que engenheiro tenham conhecimento de licenciamente ambiental”.

“Fora isso eu sempre trabalhei o ramo de construção e no ramo imobiliário. Eu tenho três empresas no segmento. Desde 1996 trabalho nesta área. E fiz o curso de direito paralelamente”.

Aprillanti foi vice-prefeito em Várzea Paulista na primeira gestão de Eduardo Pereira, mas se afastou no segundo mandato. “Houve um rompimento”.

Mas Várzea tem problemas sérios de infra-estrutura e de obras.

“Eu costumo dizer que Várzea está no arroz com feijão. E Jundiaí é a sobremesa.

O senhor está dizendo isso porque Jundiaí é mais bem estruturada?

“Isso. É questão de orçamento. É mais bem estruturada. E Várzea tem problemas com a explosão demográfica e de infra-estrutra. Estamos discutindo esgoto, asfalto, água, ao passo que Jundiaí já está numa fase mais avançada”.

Qual a sua prioridade em Jundiai?

“Acho que as principais obras são no sentido de melhorar o trânsito de veículos; melhorar a saúde – e isso vai precisar de várias obras, como postos de saúde, reforma de hospitais; na Educação, ampliar escolas e creches. Então, Obras vai trabalhar em sintonia com três secretarias: Transporte, Saúde e Educação. Isso sem falar no Serviço Público”.

Aprillanti fala também em trabalhar com conjunto com outras secretarias para de alguma maneira organizar o crescimento da cidade. Ter políticas que permitam um maior equilíbrio entre o crescimento populacional e a criação de infra-estrutura.

“Ao analisar um novo empreendimento é preciso levar em conta o entorno para saber se existe condições de trânsito, de saúde, de educação na área”.