A partir desta terça-feira (18), bancários de Jundiaí e de todo o país entram em greve por tempo indeterminado.

A paralisação inclui tanto bancos públicos quanto privados, segundo informou o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Paulo Santos Mendonça.

Com isso, clientes de bancos que pretendem ir a uma agência bancária nesta terça poderão encontrar funcionando apenas os caixas eletrônicos.

O Sindicato vai concentrar seu contingente no centro financeiro de Jundiaí [as ruas Rangel Pestana, Barão de Jundiaí e do Rosário].

“Com a consolidação do movimento vamos expandir nosso trabalho para as outras regiões da cidade”, disse Mendonça.

Segundo o Sindicato dos Bancários, desde o dia 1º de agosto, quando a pauta de reivindicações foi entregue, ocorreram nove rodadas de negociação, sem que tivesse sido estabelecido um acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 10,25%, com 5% de aumento real, além de plano de cargos, carreira e salários, maior participação nos lucros e resultados (PLR) e mais segurança nas agências. A proposta oferecida pela Fenaban foi 6% de reajuste salarial.

A federação tinha prazo até segunda-feira (17) para apresentar uma nova proposta, o que não foi feito.

Na noite desta segunda-feira (17), bancários de Jundiaí e região fazem uma assembléia para definir a estratégia do movimento.

Há quase 500 mil bancários em todo o Brasil. A expectativa do sindicato é que a greve desse ano possa ter um mobilização maior do que a do ano passado.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ainda não se pronunciou sobre a greve, mas alertou a população de que muitas das operações bancárias poderão ser realizadas por meio dos caixas eletrônicos, internet banking, telefone e correspondentes bancários, tais como casas lotéricas, agências dos Correios e outros estabelecimentos credenciados.

Ano passado, a greve da categoria durou 21 dias.

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