Bigardi: “O atual governo resolveu criar um clima pior do que a realidade”

O ex-prefeito Pedro Bigardi enviou ao Oa esse artigo onde rebate as acusações do atual governo de que teria sido irresponsável com as finanças municipais.

Pedro Bigardi

O atual governo resolveu criar um clima pior do que a realidade.

Passamos por dificuldades financeiras sérias no último ano, como ocorre com as demais cidades.  Só em dezembro tivemos queda de 12 milhões dos repasses do Governo Estadual via ICMS. No ano tivemos queda de receita em torno de 130 milhões. 

Não é verdade que deixamos para o último mês o controle de gastos.  Vínhamos com o controle desde o início de 2016. Cortando horas extras, não abrimos novos contratos de obras, não abri a UPA do Novo Horizonte para evitar novos gastos, exonerei Cargos Comissionados antes do término do governo.

Enfim controlei gastos e priorizei o pagamento do funcionalismo. Paguei 13° salário em dia e salários de todos os meses, inclusive o bônus do Cartão Alimentação em 30/11, aliás bônus criado no nosso governo (trata se de um valor a mais no cartão alimentação). Infelizmente  não consegui pagar o Cartão alimentação de dezembro. 

Mas a Prefeitura já poderia ter pago este cartão com as entradas de recursos da repatriação que caiu na conta em 02/01, correspondente a R$ 3 milhões, somados ao ICMS de 03/01, correspondente à R$ 8 milhões.  O Cartão Alimentação custa R$ 7 milhões. Portanto este assunto já poderia ter sido resolvido. 

Não é verdade que deixamos de pagar o cartão alimentação para pagar uma empreiteira. A Sanepav faz a manutenção da cidade e não queríamos a cidade abandonada. Parte dos recursos utilizados pagos à Sanepav são vinculados, ou seja, tem destinação específica e portanto não poderiam ser usados para o Cartão Alimentação.

A atual gestão ao invés de pagar rapidamente o Cartão Alimentação, pois na virada do ano os recursos vieram, prefere fazer política em cima disto. 

Quanto ao lixo existem débitos, mas nós vínhamos dialogando com as empresas afim de evitar paralisação.  Por isso fizemos o pagamento da Trail e da Tecilix que cuidam da coleta e do aterro sanitário. 

Havia no caixa da Prefeitura no dia 29/12  exatamente 5 milhões para isso. Não é verdade que não havia dinheiro em caixa. A Secretaria de Finanças confirmou este valor. Devido ao problema de feriado bancário a operação de pagamento não se concretizou e na segunda-feira provavelmente foi cancelado o pagamento. Isso foi um erro, pois as empresas não paralisariam seus serviços se recebessem este valor que estava disponível. 

O São Vicente a história é conhecida.  Colocamos R$ 28 milhões a mais em 2016 para evitar que o hospital paralisasse. Os recursos de 2017 cabem ao novo gestor. Enfim, existem problemas e dívidas mas fizemos um grande esforço para manter todos os serviços essenciais funcionando em 2016. O novo governo deve apresentar os problemas, é legítimo.  Mas não deve ficar somente  criticando o governo anterior para se justificar. Deve buscar soluções, como fizemos.

E mais uma informação: na última semana de dezembro o Ministério da Saúde liberou R$ 4,7 milhões de recursos vinculados a saúde. Destes mandamos R$ 1,3 milhão para o São Vicente. Não poderíamos mandar mais pois só faltava este valor para completar o convênio. Restaram  R$ 3,4 milhões que podem ser repassados ao São Vicente nesta semana, o que diminui o problema do repasse do valor dos salários.

Pedro Bigardi, prefeito na gestão 2013 a 2016

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1 comment

  1. Glau

    O senhor Pedro Bigardi deveria ser comediante, não politico!
    Cadê então o pagamento do mês de dezembro do funcionalismo publico se a situação não é “tão séria”? Porque ele mesmo não o efetivou???
    E as escolas que foram inauguradas sem a estrutura necessária? Com parquinhos quebrados, com ventiladores e armários sucateados??? Sem sulfite? Com merenda contada por aluno??? Basta ir conversar com os pais das escolas inauguradas no novo horizonte, que criaram parquinhos com colaboração voluntária e doações…porque se dependesse da gestão desse senhor, nunca teria acontecido.
    O senhor deve viver em outra Jundiaí que não é a dos servidores públicos e moradores, só pode!