Ciclo de oito anos “arranha” gestão fiscal da cidade

Uma avaliação nacional do quadro fiscal geral dos municípios, o Índice Firjan de Gestão Fiscal, mostra que a cidade passou de uma pontuação de 0,833 em 2008 para 0,4703 em 2016, em período que abrange diferentes governos. Em outras palavras, Jundiaí passou de 49ª para 2.225º posição brasileira e de 23ª para 264ª posição estadual.  A queda parcial ocorreu de 0,833 para 0,6946 entre 2008 e 2012 e de 0,6946 para 0,4703 entre 2012 e 2016, sugerindo fatores mais profundos do que esta ou aquela administração.   A cidade até melhorou a partir de 2013 nos aspectos de “redução do custo da dívida” (passando de 0,770 para 0,8654 pontos) e aumentando a “capacidade de receitas próprias” (com pontuação passando de 0,8209 para 0,9325). Mas outros aspectos pesaram mais. O total dos gastos com servidores (incluindo ativos e aposentados), com diferenças salariais de R$ 1 mil a R$ 28 mil mensais, baixou a pontuação desse critério de 0,8475 em 2008 para 0,6341 em 2016. A margem de investimentos, que já estava em alerta com a pontuação de 0,377, em 2008, seguiu a trajetória para a pontuação de 0,1389 em 2016. O levantamento não leva em conta o tamanho dos orçamentos, que na cidade gira em torno de R$ 2 bilhões anuais, mas suas condições gerais.   A cidade agora está classificada pelo estudo na chamada categoria C, entre 0,4 e 0,6 pontos, onde estão 62% dos municípios brasileiros.