Conselho de Política Territorial se reúne nesta quinta no Complexo Fepasa

Nesta quinta-feira (3), às 18h30 no Complexo Fepasa, conselheiros e conselheiras regionais, além de outros tantos, se reunirão para debater publicamente instrumentos objetivos capazes de traduzir nossas realidades municipais – e acompanhar sua necessária transformação.

Por Gustavo Diniz

Todo esforço para o entendimento é uma atividade que requer métodos. Não basta viver em Jundiaí para que a conheçamos bem; se quisermos compreender nossa cidade, necessitamos de instrumentos para isso – transformar nossas impressões e experiências em avaliações mais objetivas.

Se olharmos para nós mesmos frente a um espelho côncavo, podemos enxergar algo como a divisão regional demarcada num dos mapas do Plano Diretor Participativo. Ele é produto de longo debate sobre formas de proporcionar uma gestão participativa da cidade.

Democratizar as decisões e conferir transparência é sinônimo de incluir o maior número de cidadãos possível, aumentar as cadeiras entre os debatedores, multiplicar as vozes e os ouvidos.

ILUSTRAÇÃO Mapa 14 – Lei n° 8.683/16, em http://planodiretor.jundiai.sp.gov.br/lei-8683-2016/

A região mais ao norte de Jundiaí acolhe uma importante produção agrícola, vários fragmentos de vegetação nativa, além de dezenas de nascentes. Também rural, o extremo sul do município tem, porém, outra característica, principalmente por ser quase todo ele formado pela Serra do Japi. São, portanto, duas regiões distintas; diferentes entre si como quaisquer outras regiões, cada uma delas em suas especificidades.

A regionalização dá relevância ao particular de cada território ao mesmo tempo em que permite a comparação analítica. Entre as cinco regiões urbanas que formam a faixa central no mapa, notamos a grande área que retrata a Região Oeste, enquanto que a Região Norte aparece delimitada de todos os lados, comprimida.

Isso porque essas cinco regiões urbanas hospedam aproximadamente o mesmo número de habitantes. Como dois mais dois são quatro, por terem uma equivalência populacional, quanto menor a área da região, mais adensada demograficamente ela é: nossa Região Oeste é territorialmente dispersa; nossa Região Norte, compacta.

Com o instrumento da regionalização em mãos, podemos olhar para dentro e nos perguntar: minha região, isoladamente, oferece equipamentos de cultura, centro de comércio popular, feira de alimentos frescos e saudáveis, parques e praças?

Minha região é autônoma, capaz de distribuir e circular bens em seu interior circunscrito? quais são os representantes políticos de minha região: associações, agremiações, conselheiros?

Mas com outros olhos diantes de mesmo espelho, procurando a equidade entre os jundiaieses ao invés das particularidades – e lembrando que cada região urbana tem aproximadamente o mesmo número de habitantes – é matematicamente contábil esperar que toda comparação entre as regiões deve tender ao coeficiente 1; por exemplo: se a Região Sul possui quatro equipamentos esportivos, não haveria motivo que justificasse a Região Leste oferecer apenas um.

Jundiaí é uma palavra pequena para a diversidade de realidades que ela comporta.

Nesta quinta-feira (3) às 18h30 no CELMI (Complexo FEPASA), conselheiros e conselheiras regionais, além de outros tantos, se reunirão para debater publicamente instrumentos objetivos capazes de traduzir nossas realidades municipais – e acompanhar sua necessária transformação.

Comments are closed.