DAE compra energia de fontes renováveis e promove redução da emissão de carbono

Uma forte emissão evitada de gás carbônico foi divulgada pela empresa municipal mista de água e esgotos, a DAE, como uma contribuição expressiva para o clima. 

Funciona assim: desde agosto de 2016 a empresa optou pela compra de energia elétrica das chamadas “fontes incentivadas” (ou seja, ecologicamente mais eficientes) para a Estação de Recalque do Rio Jundiaí Mirim, que usa bastante energia e opera também as bombas usadas para a captação de água extra do Rio Atibaia.    

A escolha da compra usa o sistema nacional chamado Mercado Livre de Energia, onde empresas podem definir fontes que não envolvam termelétricas a carvão, por exemplo. Com a iniciativa, o cálculo é de que a empresa evitou a emissão de 811,44 toneladas de gás carbônico, algo equivalente ao plantio de mais de 5,6 mil árvores em um projeto de reflorestamento com duração de trinta anos. 

O cálculo é reconhecido pelo Certificado de Energia Renovável emitido pela parceria internacional das empresas Comerc, uma das principais do mercado livre do setor, e Sinerconsult, de origem em Portugal. .

O gerente de Operações e Eletromecânica, Leandro Lopes Ferro, afirma em nota da empresa que 50% da energia adquirida para a Estação de Recalque é proveniente de fontes geradoras incentivadas, como eólica, solar ou térmica de biomassa. Com o uso da licitação e planejamento a longo prazo, o sistema teria ainda gerado até junho deste ano uma economia de R$ 2,738 milhões.

O cálculo de redução de emissões de dióxido de carbono, um dos gases com aumento de concentração na atmosfera apontados como parte das mudanças no efeito-estufa e consequentemente no clima, é feito no caso de plantio com a estimativa do carbono que será transformado em células (biomassa) no crescimento.

Já no caso da geração de energia as fórmulas usam o processo ao contrário, ou seja, estimativa da transformação de matéria em gás, que muda de acordo com a matéria-prima.  Vento ou sol, obviamente, emitem muito menos do que carvão, petróleo ou gás.

Longo prazo – O planejamento de longo prazo não chega a ser novidade para a DAE, que ganhou destaque nacional com a resistência à crise hídrica em 2014. No mesmo ano um estudo de oito meses liderado pelo biólogo Martin Ribeiro apontou 700 nascentes na bacia do rio Jundiaí Mirim com falta de mata ciliar, ajudando a orientar o planejamento da cidade e com soluções ainda em andamento. 

Na verdade, é uma história que começou em 1899 com o primeiro reservatório de distribuição, ainda com águas da Serra do Japi. A primeira pequena represa no rio Jundiaí-Mirim é de 1953.

Na década de 1970 foi autorizado o início de captação no rio Atibaia, ampliada na década de 1980 e depois renovada com uma acordo no comitê de bacias para a nova represa.  E tudo isso em parceria com outros setores de governo da cidade, do qual foi uma autarquia até a mudança para empresa na década de 2000.

O tema das mudanças climáticas, além de outros como serviços ambientais, são parte do cenário como o reuso industrial, a redução de perdas na rede, a conservação das bacias hídricas da cidade ou o trabalho cotidiano de operação e manutenção.

E o planejamento de longo prazo, mais do que cada gestão em separado, é o que tem proporcionado resultados e surpresas como esse novo avanço. 

Saiba mais sobre as emissões de carbono.

 

 

 

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