Com um belíssimo ato contra todos os tipos de discriminação e racismo, a Marcha da Consciência Negra 2017 marcou no feriado da segunda-feira (20), em vez do encerramento da programação, o início de uma temporada de manifestações locais de cidadania. Para começar um dos eventos da agenda relacionada ao tema, a edição especial da Sexta no Centro, foi transferida em uma semana para a sexta-feira (24). Outro fato importante é um encontro do Conselho Municipal da Comunidade Negra que deve incluir medidas de esclarecimento sobre a polêmica criada por manifestação considerada ofensiva de um vereador evangélico contra o povo dos terreiros, prevista para a quarta-feira (22). A presença de outros movimentos sociais na marcha também divulgou outras iniciativas, como a 1ª Virada Feminista Independente que acontece em diversos espaços da cidade no sábado (25) e domingo (26).   E a Prefeitura também anunciou, durante a manifestação, o lançamento de uma “ação contra a intolerância” que vai receber a partir deste terça-feira (21) um número previsto de 50 redações de crianças e 50 redações de adolescentes para serem publicadas em um e-book.   Consciência para todos -  Em seu sexto ano, a Marcha da Consciência Negra se consolidou como um evento sem partido ou religião onde a luta contra a discriminação e o racismo seja uma luta de todos. Os coordenadores Marlene e Reginaldo Manoel também destacam o horizonte de que o feriado não seja apenas de alguns municípios, mas nacional, no reconhecimento da importância histórica de Zumbi dos Palmares. Maracatus e ritmos africanos e centenas de pessoas acompanharam o percurso no Centro Histórico, desde a Câmara até o Fórum. Nos cartazes estava boa parte das mensagens dos participantes como a busca pela adoção de crianças negras que ficam na fila, a lembrança da década internacional dos afrodescentes entre 2015 e 2024, a citação da frase de Mandela de que tudo é considerado impossível até acontecer, o lema “chega de matar meu povo” contra o excesso de jovens negros mortos no país, o registro do Dia da Mulher Negra celebrado em 25 de julho, o comentário sobre os oito anos do Dia Contra a Intolerância Religiosa celebrado no primeiro domingo de maio e assim por diante. Diversidade social – O evento reuniu participantes de vários movimentos como do hip hop, do rock independente, das escolas e grupos de samba, dos blocos de carnaval, dos terreiros de matriz africana, do rap, das mulheres, dos LGBT, dos ciclistas ou de clubes, entre outros. Também contou com políticos de governo ou de oposição, incluindo o vice-prefeito Antonio de Pádua Pacheco, vereadores como Paulo Sérgio Martins, Márcio Cabeleireiro, Rafael Antonucci, Cícero da Saúde, Romildo Antonio ou ex-vereadores como Rafael Purgato ou Marilena Negro. O equilíbrio esteve também presente nos apoios, que passavam desde a Prefeitura, com a Assessoria da Igualdade Racial, aos sindicatos, como os Bancários ou os Comerciários. E, claro, de grupos diretamente relacionados como Clube 28 de Setembro, PretaEu, Zama, Círculo Palmarino e diversos outros.   Próximos eventos – Dos eventos comentados durante a marcha, a Sexta no Centro acontece nesta semana das 18h às 22h em promoção da Prefeitura. Na semana anterior, tinha a previsão de shows das bandas Mika Soul e Panela Preta, na praça do Coreto (Largo da Matriz). Já a 1ª Virada Feminista Independente tem uma enorme programação simultânea a partir das 16 horas do sábado (25) e seguindo até o dia seguinte em diversos locais - veja a programação completa. A ação contra a intolerância, da Prefeitura, foi anunciada pela Assessoria de Diversidade Sexual e vai estar disponível no site oficial (clique aqui) . A semana também tem outros espetáculos dentro do tema, organizados pelo Sesc. Confira no roteiro do Oa.