Guillermo Bloj : “Para o comércio, a economia continua aquecida”

O superintendente do Jundiaí Shopping, Guillermo Bloj, está otimista quando ao futuro do comércio no segundo semestre, mesmo diante de um crescimento modesto da economia este ano. “Para o comércio, a economia continua aquecida”, afirma esse economista argentino de 47 anos que desde criança escolheu o Brasil para viver.

Seus dias de trabalho têm sido intensos com a aproximação da inauguração do empreedimento do Grupo Multiplan, na avenida 9 de Julho, marcada para 3 de Outubro.

Em meio a obras e negociação com clientes e fornecedores, Guillermo Bloj detalha nesta entrevista as principais razões para que o Grupo Multiplan tenha escolhido Jundiaí para a construção de mais um shopping.

“Para se ter uma ideia, o interior do Estado de São Paulo ultrapassou neste ano a Região Metropolitana de São Paulo e ganhou o posto de maior mercado consumidor do País”, diz.

Quais foram os números analisados pela Multiplan ao tomar a decisão de implantar o shopping em Jundiaí?

Jundiaí é uma cidade que apresenta um PIB robusto e que não para de crescer. Em 2007 eram de R$ 13,96 bilhões, representando 0,5% do PIB total brasileiro. Em 2009 foram quase R$ 17 bilhões, o que colocou o município na 23ª posição entre os mais ricos do Brasil. No estado de São Paulo, Jundiaí ocupa a 9ª colocação entre mais de 645 cidades. A riqueza regional também impressiona. Se levarmos em consideração os números dos sete municípios da Aglomeração Urbana de Jundiaí, o PIB sobre para R$ 27,886 bilhões, representando 0,86% do PIB nacional. Outro índice levado em consideração foi o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano); entre as cidades com mais de 300 mil habitantes, Jundiaí está em 2º lugar no estado.

Sabemos que a cidade passa por uma fase de desenvolvimento acentuado, mas quais os índices, os números que a Multiplan considera mais significativos?

Além dos números citados acima, a cidade é muito bem localizada, entre São Paulo e Campinas. Outro ponto interessante: 46,8% da população pertence às classes A e B, em um grau de urbanização equivalente a 92,83%. População essa que até então precisava se deslocar para outras cidades para encontrar suas marcas preferidas. O grupo Multiplan identificou essa demanda e em outubro entregaremos à cidade um empreendimento com operações exclusivas para Jundiaí e, em alguns casos, para toda a região, a exemplo da Sephora, Le Pain Quotidien, Zara, Le Lis Blanc, Noir Le Lis, Outback, Saraiva, L’Occitane, The Fifties, Dudalina Double, HotZone, Cinépolis, entre outras.

O shopping está sendo inaugurado num momento em que a economia cresce menos que nos anos anteriores e há um certo desânimo no comércio local. Obviamente, o investimento é de longo prazo. Mas como o senhor vê esse momento e como olha para o futuro em termos de volume de vendas e consolidação do investimento?

Para o comércio, a economia continua aquecida. Para se ter uma ideia, o interior do Estado de São Paulo ultrapassou neste ano a Região Metropolitana de São Paulo e ganhou o posto de maior mercado consumidor do País. Segundo estudo da IPC Marketing, o consumo dos domicílios das cidades do interior paulista neste ano deve somar R$ 382,3 bilhões, ou 50,2% do total gasto com alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário e educação no Estado de São Paulo. E Jundiaí desponta como um dos mercados mais aquecidos. O Jundiaí Shopping vem para acrescentar energia ao motor produtivo de Jundiaí. Até porque, o shopping terá o mais diversificado mix de lojas e atrações da região, com operações exclusivas como a Sephora, Cinépolis, Noir Le Lis (selo masculino da Le Lis Blanc) e Le Pain Quotidien – nem mesmo Campinas tem essas operações. Tanto Sephora quanto Le Pain Quotidien escolheram a cidade para abrir sua primeira loja no interior do Estado.

Com que números o shopping trabalha? Em termos de vendas e visitação?

São 212 lojas – sendo 18 inéditas e 14 âncoras e megalojas – distribuídas em dois pisos (mais um terceiro somente para cinema), 2.079 vagas de estacionamento e 34.535 m² de Área Bruta Locável (ABL). Ainda é cedo para falar de vendas ou visitação, mas estamos inaugurando em um período estratégico: às vésperas do Dia das Crianças e a cerca de dois meses do Natal, então as expectativas são as melhores possíveis.

O caso da padaria belga Le Pain pode ser considerado um exemplo do que virá acontecer? Algo como Jundiaí se tornar uma praça de teste para outras marcas que desejam entrar no interior do Estado?

Jundiaí é sim um mercado promissor, um dos maiores do interior, por todos os números sobre os quais já falamos. A cidade tem consumidores em potencial, que gostam de acompanhar de perto as novidades das suas marcas favoritas e, a partir de agora, não precisarão se deslocar para outras praças para encontrar as marcas desejadas. Com certeza cada vez mais o município passará a fazer parte dos planos estratégicos de expansão das marcas.

Quantas pessoas já foram contratadas?

Trabalhando nas obras do shopping e dos lojistas, são quase 2 mil funcionários. Para os colaboradores efetivos da administração e das lojas, o processo seletivo ainda está em andamento. O total de vagas diretas e indiretas geradas será de 4 mil. Lembrando que cada lojista está conduzindo seu próprio processo seletivo, recebendo como apoio o banco de currículos do Jundiaí Shopping, que é mantido com o objetivo de facilitar tanto para o lojista que busca mão de obra local quanto para os candidatos que estão em busca de uma oportunidade.

Quantos currículos já foram recebidos?

Até o momento, são mais de 6 mil currículos cadastrados.

Deixe um comentário