Na composição político-técnica que Pedro Bigardi vem montando em seu governo, coube ao presidente do PCdoB, o partido de Bigardi, a Secretaria de Cultura. Político, o jundiaiense Tércio Marinho é também técnico, um artista.

Ator, dançarino, produtor cultural, formado em gestão comercial e especialista em administração e desenvolvimento de projetos culturais, Marinho percebe a inquietação dos artistas locais que querem mais espaço de manifestações.

“O artista é incomodado. E ele vê nesse momento que a gente chega na gestão a possibilidade de ser ouvido”.

Marinho percebe a inquietação e lembra o papel das redes sociais, capazes de propagar a cena cultura da cidade além dos meios tradicionais. Através das redes, os artistas passaram a mostrar todo um universo novo de vibração.

“E as redes sociais têm um papel fundamental nisso”.

O secretário indicado teve muitos reuniões com os artistas locais, mas uma delas, foi especialmente decisiva para mostrar o quando o artista precisa ser incluído: um encontro no Ateliê Casarão, uma alternativa de espaço que sobrevive sem auxílio oficial.

Nessa reunião, Marinho reafirmou o que já vinha percebendo em toda uma vida dedicada às artes.

“Nós artistas precisamos ser incluídos. Se incluir significa se mobilizar como categoria pra conquistar espaço. É um movimento da sociedade. É um movimento do artista jundiaiense. Do jundiaiense natural e dos que estão aqui”.

Para Marinho, o poder público é a caixa de ressonância dos artistas.

“Ele tem que ouvir e ir de encontro. Ir aonde o povo está. Atualmente é como jogar ping-pong sem ter ninguém do outro lado”.

O secretário indicado pretende reunir os artistas locais. Trabalhar junto. Ouvir.

“A coisa pública precisa compreender a importância que aquele artista tem. Seja uma orquestra sinfônica ou um contador de causo. Enfim, o que precisamos é ser solidários”.

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