Morre Fidel Castro, comandante chefe da revolução cubana

O líder da revolução cubana, Fidel Castro, morreu na madrugada deste sábado (26), aos 90 anos.

Foi um dos mais carismáticos e polêmicos líderes políticos mundiais, que, em 1959, liderou, ao lado de Che Guevara, a conquista do poder em Havana, a partir da Sierra Maestra, inspirando jovens do mundo todo, com os ideais revolucionários.

“O comandante chefe da revolução cubana morreu às 22h29 desta noite [de sexta-feira, 3h29 de sábado]”, anunciou Raúl Castro, que sucedeu ao irmão em 2006.

O corpo de Fidel será cremado, “atendendo à sua vontade expressa”, anunciou Raúl Castro, e os pormenores sobre o funeral serão dados mais tarde.

A breve declaração de Raúl Castro terminou com uma frase muito cara a Fidel: “Hasta la victoria, siempre”.

Fidel Castro (1926-2016) ex-presidente cubano, foi o líder da Revolução Cubana. Governou Cuba durante 49 anos. No dia 24 de fevereiro de 2008, doente, passou as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas, de Secretário-geral do Partido Comunista e de Presidente do Conselho de Estado, ao seu irmão Raul Castro.

Fidel Alexandro Castro Ruz (1926-2016) nasceu em Birán, um pequeno povoado na província de Holguín, em Cuba, no dia 13 de agosto de 1926.

Filho de imigrantes espanhóis e proprietários rurais, Ángelo Castro Argiz e Lina Ruiz Gonzáliz estudou em Santiago de Cuba e em Havana. Em 1944 recebe o prêmio de melhor atleta estudantil. Em 1945 ingressou no curso de Direito da Universidade de Havana. Foi dirigente da (Federação de Estudantes Universitários).

Em 1948, casa-se com Milá Diaz-Balart, juntos tiveram um filho. Em 1949, gradua-se em Direito. De sua relação com Naty Revuelta, nasce Alina, que vive exilada nos Estados Unidos. Em 1954 Fidel divorcia-se de Milá. Com sua segunda esposa Dalia, tiveram cinco filhos.

Depois de formado defende gratuitamente camponeses, operários e prisioneiros políticos. Ingressa na Juventude do Partido Ortodoxo e participa da campanha eleitoral como candidato a deputado, mas em 1952, foi surpreendido pelo golpe de Fulgencio Batista contra o governo de Carlo Pio.

Em 1953, comandou um grupo de jovens para atacar o Quartel de Moncada, mas a operação acabou sendo um desastre militar. Submetido a um processo especial, assume sua defesa, mas nesse mesmo ano é preso e condenado a 15 anos de prisão.

Anistiado em 1955, se exila no México, onde planeja novo golpe contra o governo de Fulgêncio. Vai aos Estados Unidos em busca de apoio dos emigrantes cubanos. Em novembro de 1956, chefiando um grupo de revolucionários, entre eles Che Guevara, partem do México, a bordo do Iate Granma e chegam em Cuba, na praia de Las Coloradas e se escondem na Sierra Maestra.

Fidel Castro lidera o Movimento Nacionalista Revolucionário, foram dois anos de combates. No dia 1 de janeiro de 1959, Fulgêncio Batista foge para a República Dominicana. No dia 2 de janeiro, Fidel Castro entra em Santiago de Cuba, transformando-a em capital provisória do país. No dia 4, instala-se um governo provisório. No dia 8, entra em Havana.

No início, sem clara definição ideológica, seu governo recebe ajuda de setores políticos norte-americanos. A medida que toma o rumo socialista, os Estados Unidos decretam bloqueio comercial, e em 1961, rompem as relações diplomáticas. Os graves conflitos de interesse, entre Cuba e Estados Unidos, levaram Fidel a se aproximar da União Soviética, mas com o colapso soviético, o apoio financeiro à ilha foi suspenso.

O Partido Comunista Cubano, apesar de ter conseguido sucesso nas áreas de educação, esporte, saúde, pesquisa científica, por outro lado, estatizou as empresas, fechou os meios de comunicação que faziam oposição a seu governo, vários dissidentes foram presos e seus opositores foram mortos. Milhares de pessoas deixaram o país, por não aceitar o radicalismo e a violação dos direitos humanos.

Com a saúde fragilizada, no dia 19 de fevereiro de 2008, o jornal do Partido Comunista, O Grama, anunciou que Fidel Castro renunciaria ao cargo de presidente, passando o poder a seu irmão Raul Castro, o que se concretizou em 24 de fevereiro do mesmo ano. Em abril de 2011, Castro renunciou a chefia do Partido Comunista Cubano.

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