O foco do médico Cláudio Miranda é (obviamente) a saúde

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O médico Cláudio Miranda, candidato a prefeito pelo PMDB, tinha, como todos os outros três sabatinados pela Associação dos Aposentados de Jundiaí, 20 minutos para falar sobre seu plano de governo.

Quando foi avisado pelo moderador de que seu tempo havia se esgotado, percebeu que tinha focado em um só tema: a saúde. E poderia ser diferente?

Cláudio Miranda veio para Jundiaí aos 17 anos para estudar medicina. E ficou. Fez carreira e família aqui e, mês que vem, será avô pela primeira vez. Vereador por duas legislaturas, teve 40 mil votos para deputado estadual mas não foi eleito.

Enfrenta agora a primeira campanha para prefeito como a terceira via.

Já estiveram na sabatina promovida pela Associação dos Aposentados, Ordem dos Advogados do Brasil e Movimento Voto Consciente, Vanderlei Victorino, do PSol, Luiz Fernando Machado (PSDB), da Coligação Avançar para Fazer Futuro, e Ibis Cruz, do PTN.

Miranda usou muito de sua experiência como médico para falar do dia-a-dia do atendimento ao idoso na cidade. E, obviamente, não poupou críticas.

Segundo ele, a população de idosos é, de certa forma, a mais vulnerável, pois precisa da atenção do estado e também da família. O problema ainda se agrava diante de um país que vê sua população envelhecer — serão 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2040.

“O pode municipal tem a obrigação de ter atenção com essa população”.

Na visão de Cláudio Miranda nas consultas de rotina, o idoso é penalizado pois tem que esperar muito tempo para agendar uma consulta. E, depois que consegue, outro tempo longo para conseguir fazer os exames necessários.

Mas o problema maior é mesmo nos casos de emergência, onde todo os os pacientes são atendidos pelo hospital São Vicente de Paulo.

“O São Vicente é um ótimo hospital, mas está superlotado. E isso é ruim para toda a população, mas especialmente para os idosos”.

O candidato acredita que a anunciada construção do Hospital Regional não vai ser suficiente para resolver o problema de superlotação do São Vicente.

“Esse hospital, com 120 leitos, anunciado há seis anos e que deverá ficar pronto em dois anos, já será inaugurado superlotado. O idoso vai continuar na mesma”.

Para melhorar a saúde do idoso, Miranda propõe o que chama de um programa simples, claro e factível.

1. Investir mais em prevenção e promoção da saúde. Não esperar que o idoso fique doente para atendê-lo. Usar as Unidades Básicas de Saúde para monitorar a saúde dos idosos através de equipes multidisciplinares.

2. Desafogar o São Vicente, reativando a área da Casa de Saúde que era usada pela Unimed e hoje está fechada. São, segundo ele, 30 leitos prontos para serem utilizados. Seria uma extensão da emergência do São Vicente. E também abrindo postos de pronto atendimentos nos bairros.

“A cidade cresceu muito e não pode depender apenas de um hospital no Centro para atender todas as emergências”.

Cláudio Miranda defendeu também a construção de um Hospital Regional com pelo menos 250 leitos às margens de alguma rodovia que corte a cidade, para facilitar o acesso de outras cidades da região. E também a criação do poupa tempo da saúde do idoso, um local onde pessoas de mais de 60 anos poderiam fazer todos os exames necessários, evitando os constantes deslocamentos.

Mas a proposta talvez mais polêmica seja a formação de uma rede de médicos-especialistas conveniados.

Na opinião de Miranda, é mais barato para o município pagar para o médico especialista atender a população (primeiramente idosos) do que contratar o médico e comprar os equipamentos necessários para o atendimento.

O médico-candidato também respondeu perguntas a respeito de loteamentos clandestinos (“devem ser resolvidos sem prejudicar as pessoas”), o Paulista Futebol Clube (dará o apoio possível), o problema das calçadas ruins (pode ser resolvido usando as leis para pressionar os proprietários), a passagem de ônibus (se compromete a baixar a idade do passe livre para 60 anos) e a questão das submoradias.

Na opinão dele, muitas pessoas que hoje vivem em submoradias não querem mudar para apartamentos ou casas, algumas vezes distantes dos locais onde fizeram a vida.

E prometeu trabalhar para diminuir a diferença entre a “Jundiaí dos pobres e Jundiaí dos ricos”.

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Na foto de abertura, da esquerda para a direita, o presidente da Associação dos Aposentados de Jundiaí, Edegar de Assis, o coordenador do Movimento Voto Consciente Henrique Parra Parra Filho, e o candidato Cláudio Miranda.

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