Candidatos sobem um pouquinho o tom no debate da Band

Sábado, 24 de Setembro. 22h30. Debate na Band Campinas. Paulo Taffarello e Ibis Cruz fora -- seja por quais motivos, deixar dois candidatos fora do debate já prejudica a escolha por parte dos eleitores. Na telinha Pedro Bigardi, Luiz Fernando Machado, Marilena Negro e Ricardo Benassi. Nos intervalos, propaganda eleitoral de Campinas. Jundiaí não aparece no horário eleitoral da Band. Nas considerações iniciais, uma primeira surpresa: o candidato Luiz Fernando Machado, deputado estadual pelo PSDB e ex-vice prefeito da gestão Miguel Haddad, faz uma apropriação do discurso de Pedro Bigardi, do PSD, e Marilena Negro, do PT. Diz que quer fazer da Jundiaí 2050 uma cidade menos desigual (discurso de Marilena) e que inclua as pessoas (slogan da administração Bigardi). No segundo bloco, com candidato perguntando pra candidato, algumas coisas interessantes. Bigardi lembra que Benassi participou da elaboração do novo plano diretor como delegado indicado pelo setor imobiliário e pergunta se o candidato vai manter os avanços da nova lei -- o atual prefeito relata que entre 2009 e 2012, 254 projetos do setor imobiliário foram aprovados, causando um forte desequilíbrio na cidade. Benassi usa o tempo de resposta para explicar a diferença entre especulação imobiliária e produto imobiliário, mas na tréplica defende a preservação dos mananciais. Diz também que a empresa da familia dele pensa na cidade e não faz especulação imobiliária. Marilena Negro aproveitou para espetar Luiz Fernando Machado, lembrando que o candidato nunca teve um trabalho fora da política. Para Marilena, política não é profissão. E completou: "Como defender o emprego sem nunca ter trabalhado?". Luiz Fernando falou de sua trajetória política, que começou como líder estudantil durante a Faculdade de Direito Padre Anchieta, e de seu trabalho em um conceituado escritório de advocacia da cidade durante o tempo de estudante. Na sequência, foi a vez de Luiz Fernando provocar Bigardi. Lembrou as promessas de campanha de 2012 não cumpridas até agora. Bigardi aproveitou para mais uma vez falar de suas obras e realizações e dos avanços do seu governo quando comparado ao de Miguel Haddad-Luiz Fernando Machado. O jogo de empurra da saúde, com Bigardi defendendo seu legado e investimentos em UPAs, UBS e saneamento do São Vicente e criticando o governo do estadual e Luiz Fernando cobrando a melhoria da saúde, continuou no bloco seguinte. Com destaque para a pergunta feita a Pedro Bigardi  por uma jornalista de um veículo local. Mais uma vez críticas à saúde e a defesa de Bigardi lembrando a redução da dívida do São Vicente, a criação de UPAs e mais do mesmo. A jornalista da Band lembra as críticas que Marilena Negro teve em sua atuação como secretária de Assistência Social do governo Pedro Bigardi. A candidata se defendeu dizendo que reorganizou um setor abandonado pelos governos anteriores e depois voltou para a Câmara dos Vereadores onde cumpre seu terceiro mandato. Outra pergunta de jornalista foi feita para Luiz Fernando Machado. Se ele colocaria o vice da chapa, doutor Pacheco, como responsável pela área de saúde. O candidato disse que não. Que a administração da saúde no município ficaria sob responsabilidade de médicos. Numa dobradinha com o candidato, a jornalista emendou dizendo que a saúde da cidade havia sido entregue a políticos na administração Bigardi e essa teria sido a razão dos problemas na área (uma alusão à gestão do médico e político Cláudio Miranda como secretário de Saúde do governo Bigardi). A jornalista da Band fez uma boa pergunta a Ricardo Benassi. Quem ele apoiaria num evento segundo turno, se estivesse fora da disputa. Benassi disse que essa é uma possibilidade nula, que ele estará no segundo turno. E aproveitou para falar dos valores de sua candidatura. Num segundo bloco de perguntas candidato-candidato, Marilena Negro pergunta a Benassi o que ele acha do IPTU progressivo. Ele diz que o IPTU progressivo é muito importante para evitar a especulação imobiliária, mas explica que planejamento não é apenas plano diretor. E defende a implantação de um instituto de planejamento urbano, algo fora da estrutura da secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, que seria responsável pelos caminhos do desenvolvimento urbano. Marilena Negro lembra que o IPTU progressivo é importante especialmente para conter a especulação imobiliária de quem tem um grande banco de terras na cidade, como é o caso da família e das empresas do candiato Benassi. Benassi voltou a provocar Luiz Fernando Machado quando perguntou porque o candidato não votou pela abertura da CPI da Merenda na Assembleia Legislativa, que deveria investigar o roubo da merenda e envolve diretamente o presidente da Assembleia e membro do mesmo partido de Machado. Luiz Fernando disse que não assinou porque o primeiro pedido de abertura de CPI não incluía todas as prefeituras. No segundo (que ele assinou) sim. Benassi devolveu dizendo que Luiz Fernando só havia assinado depois da pressão popular. E aproveitou para chamar Luiz Fernando de "profissional da política". Bigardi e Benassi voltaram a se enfrentar no tema educação, com Bigardi defendendo seu legado e Benassi reafirmando que os professores e pais não estão satisfeitos com o que vem sendo proposto pela administração atual. Luiz Fernando perguntou a Bigardi se ele realmente acredita estar fazendo o melhor governo que a cidade já viu (como afirma a campanha política). E se não seria o caso de reconhecer os erros. Bigardi aproveitou para mais uma vez defender seu legado e falar de suas obras. E ouviu de Luiz Fernando novas críticas, especialmente em relação a área de saúde. O próximo debate acontece neste domingo, 25, depois do Fantástico, na Rede Globo.