Luiz Fernando Machado no último pinga-fogo da Vila Hortolândia

Na noite de segunda-feira (27), foi a vez do candidato Luiz Fernando Machado, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), participar do último pinga fogo organizado pelo Centro Comunitário da Vila Hortolândia (CCVH).

Os moradores do bairro questionaram as decisões que poderão ser tomadas pelo candidato nos setores de educação, habitação e infraestrutura, segurança, saúde e cultura, além de outros temas que foram lembrados no último bloco.

Ao ser questionado sobre a ampliação de creches na cidade, Luiz Fernando defendeu os convênios privados.

“Iremos manter os convênios com as creches particulares, pois assim é possível obter uma maior vazão de alunos imediatamente. Se ficarmos somente na construção de creches, que é o ideal, o tempo de obra é de mais ou menos um ano e meio. Por isso, faremos novas creches dentro de uma demanda, mas também manteremos os convênios e fiscalizaremos”, explicou.

O candidato interligou a questão educacional com a segurança.

“Iremos retomar o programa Anjos da Guarda para resguardar as proximidades da escola. Precisamos preservar o ambiente escolar, não só para casos envolvendo drogas mas também abusos e violência. A educação precisa estar associada com a segurança”, disse.

Para o transporte coletivo, Machado propõe mudanças estruturais para melhorar o atendimento aos usuários.

“Faremos a retomada dos cobradores para os ônibus, existem linhas que não possuem mais. Não se pode retirar o posto de trabalho, o cobrador auxilia o motorista no atendimento trazendo mais conforto aos passageiros”, destacou.

No ponto de vista do candidato, é necessário realizar mudanças também nos terminais de ônibus.

“Os terminais estão degradados e esse fator está causando o aumento da insegurança e da criminalidade. Iremos retirar as gaiolas de cobrança que foram colocadas nos terminais.”

As políticas de contrapartida também foram lembradas pelo candidato. Machado acredita que essas obras devem ter participação total da comunidade.

“O que nós percebemos é que os empreiteiros imobiliários é que definem aquilo que deve ser feito, e na maioria das vezes em benefício próprio. Faremos com que as discussões de contrapartida sejam feitas com participação da população”.

Segurança, saúde e cultura 

Ao ser questionado sobre a questão de segurança pública e os altos índices de roubo em bairros na região norte do município, o candidato acredita que a tecnologia poderá ser uma grande aliada na prevenção.

“A segurança pública é sempre jogada como responsabilidade exclusiva do Estado, mas a Prefeitura tem profunda responsabilidade também. E as melhorias devem ser feitas em todos os bairros. Investimentos em sistemas de vigilância é fundamental : é o uso da tecnologia em benefício da segurança. Iremos associar isso a uma política de conservação do próprio bairro”.

O candidato elogiou a atuação do Hospital São Vicente (HSV), mas também apresentou pontos negativos.

“O HSV é o melhor hospital da cidade para casos de alta complexidade, mas está tomado por cargos políticos sem o menor comprometimento com a saúde. Temos ótimos profissionais, mas infelizmente a politicagem tomou conta daquele local”.

Já sobre o Hospital Regional, analisou a gestão.

“O Hospital Regional funciona somente com 60% da sua capacidade, mas sua vocação é voltada para casos de média e baixa complexidade. No nosso governo iremos promover a integração do Hospital Regional e do HSV”.

Na visão do candidato, a esfera cultural da cidade possui virtudes que serão mantidas, caso seja eleito, mas ressalta que é um setor que precisa de mudanças.

“Devemos fortalecer os coletivos culturais para que os locais já existentes sejam ocupados. Temos que fazer funcionar o que já existe e, por muitas vezes, alguns governantes tem a obsessão de construir novos prédios para que possa colocar o seu nome em uma placa de inauguração. Também não podemos esquecer de inserir a cultura nas escolas municipais com professores de música, de dança e contratar mais profissionais que possam contribuir com a cultura nas escolas”, explicou.

 

 

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