Saúde é o principal foco no debate da TV Tem

Domingo, depois do Fantástico. TV Tem, Sorocaba.

Debate dos candidatos a prefeito de Jundiaí. Ibis Cruz e Paulo Taffarello mais uma vez fora. Ruim para os eleitores.

Primeiro bloco.

No primeiro bloco, Pedro Bigardi pergunta para Ricardo Benassi o que ele, caso eleito, pretende fazer pelo lazer na cidade.

Bigardi aproveita, durante a pergunta, para falar dos141 mil atendimentos nos centros esportivos, das grandes festas no Parque da Uva, programas de cultura nos bairros da cidade, como no Vista Alegre. Diz também que o teatro Polytheama triplicou o público e que houve valorização do artista local.

Benassi rebate e diz que há burocracia para utilizar os centros esportivos.

Luiz Fernando Machado pergunta para Marilena Negro quais as propostas dela para preservação da Serra do Japi.

Marilena Negro diz que a Serra é Patrimônio da cidade e que a lei 417, que garante o congelamento de empreendimentos no local até fevereiro de 2017, não sofreu revisão. Ela promete fazer uma revisão na lei para banir definitivamente qualquer empreendimento na Serra do Japi.

Luiz Fernando afirma que quer discutir questões ambientais nas escolas, algo que acontecia no governo Miguel Haddad, do qual era vice prefeito.  Pretende também retomar consórcio intermunicipal da Serra do Japi envolvendo os outros municípios com área na Serra na preservação.

Marilena lembra a Luiz Fernando que não é apenas com educação ambiental que a Serra do Japi será preservada e que educação ambiental é um dever. Recomenda ao candidato, que é deputado estadual, que continue na Assembleia Legislativa trabalhando pela presevação da Serra.

Ricardo Benassi pergunta para Luiz Fernando Machado a respeito da limpeza pública. Diz que a cidade está suja e quer saber os planos do deputado para o setor. Luiz Fernando explica que pretente levar varrição de para bairros que ainda não tem. Cita região Oeste da cidade, onde não há, segundo ele, varrição de rua.

E aproveita para trazer o tema saúde, sua principal bandeira, para o debate. Diz que limpeza é fator fundamental para a saúde.

Benassi afirma que é preciso haver independência do setor público. E pretende cobrar das empresas prestadoras de serviço bem como fiscalizar para que os contratos sejam cumpridos. Quer também implantar a coleta seletiva e um consórcio intermunicipal do lixo.

Luiz Fernando Machado fala que esteve com dona Irismar, que trabalha no serviço de varrição. Segundo ele, uma trabalhadora. E aproveita para voltar à questão da saúde na cidade. Afirma que quer trabalhar e não fazer promessas que não podem ser cumpridas.

(O deputado em sua campanha usa sempre o mesmo recurso: cita pessoas que diz ter conversado. No debate da Band fez o mesmo).

Marilena pergunta a Bigardi a respeito de habitação e lembra que o governo atual recebeu muitos recursos do governo federal.

Bigardi aproveita para falar de realizações. Cita no São Camilo, com 400 habitações construídas, outras 1280 no Novo Horizonte e mais 120 famílias na Vila Ana. Mas não dá crédito apenas ao governo federal. Cita a participação do governo estadual e da Prefeitura na construção das habitações.

Marilena fala da participação do Partido dos Trabalhadores na gestão de Pedro Bigardi. E lembra que foram 300 milhões do governo federal investidos em habitação.

Bigardi diz que com novo plano diretor há mais espaço para criar moradias populares. E afirma que não é só casa, mas também também infraestrutura.

Na resposta, aproveita para dizer que o contrato de varrição de ruas foi feito no governo anterior e que vem sendo cumprido atualmente.

Segundo Bloco. Tema livre.

Luiz Fernando Machado pergunta a Bigardi. No plano de governo prometeu construir UPAs e não cumpriu e diminuir filas em creches e não cumpriu. O que deu errado?

Bigardi retruca.

Diz que Luiz Fernando está brincando com a população. Bigardi lembra que no plano do governo, Miguel Haddadd e Luiz Fernando prometeram a construção de um Posto de Atendimento na Vila Progresso e não fizeram nada. Explica que quando assumiu teve que conseguir dinheiro para construir as UPAs.

Luiz Fernando diz que prédios modernos e estruturas novas precisam funcionar. Diz que, caso eleito, vai terminar a construção das UPAs e se comprometeu a reduzir as filas de exames, bem como iniciar o atendimento mais cedo.

E mais uma vez fez ironizou perguntando porque Pedro Bigardi não tem a humildade de reconhecer que fracassou na saúde.

Bigardi rebate citando promessas de campanha do governo Haddad-Luiz Fernando. Cita promessa de criação de ambulatórios cirúrgicos e outras não cumpridas. Lembra també que teve que reabrir a UBS da Pitangueiras, fechada no governo anterior, e reformar 20 outras.

Marilena Negro pergunta a Bigardi a respeito do excesso de cargos de confiança, um problema da gestão atual, mas que começou nas gestões anteriores.

Bigardi lembra que é servidor de carreira. Tem experiência de vida dedicada ao serviço público. Explica que a Prefeitura tem hoje 8 mil funcionários, e há cargos comissionados acima do que deveria existir. Disse que extinguiu 100 cargos de confiança quando assumiu e fez reformulações. Mas reconheceu que é preciso avançar para ter mais cargos de assessoria e menos cargos de confiança.

Marilena diz que é preciso romper com práticas do passado, e isso ainda acontece. Hoje ainda tem secretaria com muitos cargos. Pedro reafirma que reduziu os cargos. Há cargos, como criar diretoria do Peama, a Fundação Serra do Japi, diretoria de iluminação e extinguiram mais de 100 cargos.

Ricardo Benassi para Luiz Fernando Machado. O tema é trabalho. Benassi afirma que, como deputado estadual, Luiz Fernando fez muito pouco por Jundiaí. Mas, por outro lado, criou Dia Estadual da Jovem Guarda e Dia Estadual da Auto Escola. E pergunta o que a criação dessas duas datas trouxe de benefício para a cidade.

Machado não responde diretamente. Diz apenas que tem feito inúmeras reuniões com Secretaria Estadual de Saúde buscando a integração do Hospital Regional e São Vicente. Mais uma vez volta ao tema saúde para dizer que é preciso integrar o atendimento do Hospital Regional,  pois não está contente com a utilização de apenas 60% de sua capacidade.

Benassi ironiza e diz a Luiz Fernando que o trabalho dele não está funcionando porque o Hospital Regional não funciona e a segurança no município é cada vez pior.

Afirma ainda que coo deputado federal Luiz Fernando Machado teve uma avaliação pior do que o deputado-palhaço Tiririca. Para Benassi, Machado tem muito discurso e pouco trabalho.

Luiz Fernando Machado rebate e diz que o desespero eleitoral atinge especialmente pessoas sem capacidade para enfrentar o processo político. E pergunta se Benassi não não percebeu que o jundiaiense fez opção pelo novo.

(Machado se coloca como o novo, mesmo tendo sido vice-prefeito na administração Miguel Haddad 2009-2012).

Bigardi pergunta para Benassi qual proposta dele para solucionar os problemas das área de risco na cidade?

Benassi afirma que as pessoas estão descontentes. E que é preciso criar piscinões no rio Jundiaí e seus afluentes e fazer com que as tubulações de drenagem tenham um novo caimento. Segundo ele, há anos não se fazem projetos de prevenção contra enchentes.

Bigardi lembra a forte chuva de 2011, quando famílias desalojadas foram transferidas para a antiga fábrica Pozzani e Hospital Psiquiátrico e famílias em condições sub-humanas pela administração anterior. E que o problema só foi resolvido pela atual administração. Bigardi ainda aproveita para lembrar que Benassi fazia parte do grupo que administrava anteriormente a cidade.

Benassi rebateu dizendo que não fez parte dos outros governos, embora fosse filiado ao  PSDB. Disse que nunca teve cargo público.

Terceiro bloco. Temas determinados. Sorteio.

Marilena Negro para Ricardo Benassi. Qual seu projeto de governo para a saúde?

Benassi afirma que seu projeto é focar a prevenção. Diz que 85% dos casos podem ser resolvidos nas UBS e hoje o atendimento demora muito. Para ele, é preciso reestruturar a saúde básica e integrar com hospital São Vicente e outros. Afirma ainda que a implantação de um prontuário eletrônico eliminaria o retrabalho na hora da marcação de consultas.

E mais uma vez atacando Bigardi, diz que não vai gastar em 10 milhões em marketing e deixar UPAs fechadas por falta de dinheiro.

Marilena afirma que é preciso integrar o sistema de saúde. Lembra que UPAs são mini-hospitais e não são puxadinhos de Unidades Básicas de Saúde. Ela diz ainda que vai ampliar programa de atendimento em casa e mais promover uma maior integração com faculdade de Medicina.

Benassi diz que agendamento tem que ser via internet e que pretende descentralizar o SAMU, integrando os sistema ao Corpo de Bombeiros.

Benassi aproveita ainda para mais uma vez atacar Luiz Fernando Machado dizendo que ele em sua atuação como deputado não consegue integração do hospital regional.

Ricardo Benassi para Pedro Bigardi. Ele lembra as tristes estatísticas da segurança pública. E afirma que um dos principais problemas da segurança pública são as drogas. Pergunta se Bigardi é favor da descrimilização das drogas.

Bigardi não responde diretamente se é ou não a favor da descriminalização. Diz apenas que drogas é questão de segurança pública mas também de saúde pública. Lembra que a Guarda Municipal teve uma ampliação de 40% em seu efetivo, o que não havia sido feito no governo anterior. Disse que sua administração trouxe novas viaturas e estruturou a Guarda Municipal. Bigardi lembro que sua administração criou o consultório de rua e o programa Crack é Possível Vencer.

Benassi acredita que é preciso ter a guarda nas escolas. Principalmente nas escolas do estado. E sem dar maiores detalhes, afirma que em um possível governo dele a questão das drogas terá prioridade.

Bigardi ironiza e diz que Benassi tem que andar mais pela cidade. E faz uma relação de obras feitas para trazer as crianças e jovens para locais que a Prefeitura construiu. Lembra ainda que a Prefeitura está ajudando também a Polícia Militar.

Luiz Fernando Machado pergunta para Pedro Bigardi. Qual proposta para integração saúde, educação e esportes? Disse estar preocupado com o que chamou de contraturno, ou seja, a hora que uma criança está fora da escola.

Bigardi fala do que já construiu nos bairros, as reformas de centros esportivos e das inúmeras atividades que a administração dele promome para integrar saúde, educação e esportes.

Bigardi aproveita para dizer que o governo anterior (Miguel Haddad-Luiz Fernando Machado) não realizou nem a metade do que prometeu, segundo o Tribunal de Contas. E que o governo dele, segundo o mesmo tribunal, realizou 80% das metas.

Bigardi pergunta para Ricardo Benassi qual a proposta dele para a educação.

Benassi diz que educação é prioridade. E diz que uniforme tem que chegar no começo do ano. No governo tem que dar autonomia para professores, fazer censo para direcionar os investimentos e integrar edução, com cultura e esportes.

Bigardi afirma que em qualquer avaliação de qualquer índice é possível ver a  evolução da educação no município e que o importante é a valorização do professor.

Quarto Bloco.

Luiz Fernando Machado para Pedro Bigardi. Diz que faltou prioridade ao governo Bigardi. Fala das praças reformadas pela atual administração mas afirma que o cidadão não se cura em praça, voltando novamente ao tema saúde. Pergunta a Bigardi se ele acha que pessoas estão erradas em avaliar que a saúde está um caos.

Bigardi responde dizendo que as prioridades do governo estão no plano de governo. Lembra que 27% do orçamento municipal é aplicado em saúde e que o governo do Estado (gestão Geraldo Alckmin) não trouxe recurso para Jundiaí. Lamentou que o AME não funciona e que o Hospital Regional também não atende à população.

E ainda desafia Machado a perguntar para as pessoas que moram nos bairros se uma praça restaurada não é importante.

Machado volta ao assunto dizendo que conversou com dona Cirlene e dona Helena pela manhã. Duas pessoas que, segundo ele, sentem a falta de um atendimento de saúde de qualidade. Fala que vai integrar hospital São Vicente ao Hospital Regional e abrir as UBS a partir das 7 horas da manhã.

Bigardi lembra que não havia em Jundiaí o PA central 24 horas antes da administração dele. E pergunta por que essas alterações que Machado propõe agora não foram feitas antes durante a administração dele e Miguel Haddad, nem nas outras administrações do PSDB.

Bigardi pergunta a Benassi como vê a questão da gestão e eficiência da gestão.

Benassi diz que não há eficiência na gestão de Bigardi. Diz que tem dois processos no Ministério Público e, TVE e há muitos cargos comissionados. Não cita, no entanto, que processos seriam esses.

Bigardi ironiza e diz que a assessoria de Benassi deve ter enviado dados equivocados. Afirma que o Tribunal de Contas avaliou a gestão dele com a nota B+ (uma das melhores, segundo ele) e que as contas foram avaliadas e aprovadas. Disse ainda que governo anterior gastava três vezes mais em comunicação do que o governo dele.

Benassi diz que a população vê que é ineficiência. E diz que tem alerta no Tribunal de Contas dizendo que houve uma estão temerária do dinheiro público. E que há pouco dinheiro no caixa para pagar as obrigações da Prefeitura este ano.

Bigardi diz a Benassi que não é verdade que a Prefeitura está sem dinheiro.

Benassi não consegue perguntar na primeira vez e na tréplica então faz então a pergunta. Diz que a educação no Sesi custa menos que pra Prefeitura. Pedro Bigardi diz que não dá para comparar um tipo de gestão do Sesi e Prefeitura.

Bigardi fala que tem 37 anos de administração pública e é diferente da administração privada. E diz que não tem loteamento de cargos, mas é serviço público. Gestão é eficiente e elogiada.

Marilena Negro para Ricardo Benassi. Diz que ele fala do tio André Benassi, ex-prefeito, como exemplo de bom administrador. André, político profissional com mais de 30 anos de atuação. E pergunta qual o modelo de planejamento urbano pra o futuro?

Benassi diz que seu modelo de gestão será focado nos bairros. Focar e fazer desenvolver, bairro a bairro conversando com a população. Na educação, vai criar o cartão escola — vai permitir, segundo ele, que os pais comprem material didático nas papelarias do bairro. Diz ainda que vai respeitar o plano diretor para que cidade cresça de forma sustentável.

Marilena afirma que vai fazer um trabalho para recuperar todo o avanço da zona urbana para a área de manancialis. Lembra que desde 1983 até 2012, as sucessivas administrações do PSDB permitiram o avanço da malha urbana sobre as áreas de proteção ambiental. E afirma que esse período coincide justamente com a criação da empresa Santa Angela, do Grupo Benassi, do qual Ricardo é diretor (licenciado, segundo ele).

Aproveita ainda para dizer que a Santa Angela, ao contrário do que vem afirmando Benassi, só fez investimentos na cidade como contrapartida obrigatória prevista por lei no Estudo de Impacto de Vizinhança.