O governo municipal está finalizando o projeto chamado Observatório de Políticas Públicas de Jundiaí, um sistema que anuncia que vai futuramente disponibilizar informações à comunidade em um portal eletrônico sobre o andamento dos diversos setores. Inicialmente, porém, vai funcionar como ferramenta para os gestores (nome atual dos antigos secretários).  A iniciativa foi apresentada em reunião de gestores e plataformas pela Unidade de Gestão de Governo e Finanças. Em nota, o gestor José Antonio Parimoschi afirma que a meta é elevar a qualidade das políticas municipais buscando “qualificar a alocação de recursos públicos e privados, ampliar a proposição de políticas e ampliar a participação e controle social”. Essa lógica fo seguida pela inserção de indicadores nos programas e ações colocados no plano plurianual (PPA 2018-2021) aprovado pela Câmara de Vereadores. O protesto de alguns setores como de ciclistas contra a falta de metas para ciclovias mostrou que o tema ainda tem um caminho a ser estruturado, mas se pretende modernizante. O assunto também pode surgir de maneira paralela no encontro de entidades da sociedade civil dos dias 24 e 25 de novembro, que na variedade de entidades e movimentos envolve diversos voltados para  o estímulo à participação cidadã. As diretrizes para essa busca do Observatório de Políticas, de acordo com o governo municipal, seriam o foco na gestão e planejamento de cada unidade, atendimento de demandas de informação dos gestores, acompanhamento das políticas e estruturação em parceria com conselhos e associações da sociedade civil. Na mesma reunião de gestores foi apresentada pela Companhia de Informática (Cijun) uma ferramenta de geração de relatórios das demandas do 156 chamada TV SIIM, visando melhorar o atendimento. Tanto os indicadores como o observatório são novidades que enfrentaram e enfrentam ainda resistência direta ou involuntária , resultando em alguns indicadores que podem ser chamados de “baixa densidade” de resultados mensuráveis.   Uma das referências adotadas para a reflexão em torno dessas ferramentas, de acordo com a equipe de governança, está  nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que envolvem 17 linhas globais para o período entre 2015 e 2030 e por isso também chamados de Agenda 2030. Os observatórios de políticas públicas geralmente são, por motivos óbvios de transparência de dados, iniciativas da sociedade civil. Para a adoção pelo poder público, Parimoschi e o prefeito Luiz Fernando Machado levaram para a equipe alguns nomes envolvidos anteriormente com debates, por exemplo, sobre o Programa Cidades Sustentáveis ou sobre os Agentes de Desenvolvimento Local. O que resta agora é a definição dos futuros meios de acesso dos cidadãos aos novos mecanismos de monitoramento, que podem apontar para um avanço, como ocorreu no processo do Plano Diretor Participativo. .   A imagem da chamada "cidade inteligente" é uma das apostas do governo, que busca avançar também na atração de parcerias com propostas como a chamada Campus Jundiaí ou com um projeto de cooperação sem custos da Siemens sobre um grande sistema de monitoramento de gases poluentes e estudos de soluções chamado CyPT (City Performance Tool).  Resta agora saber como serão os meios de acesso de toda a sociedade nos novos mecanismos. A participação poderá marcar uma etapa importante, como ocorreu antes com os debates da mais recente legislação do Plano Diretor.