O coordenador da equipe de transição e vice-prefeito eleito Durval Orlato está preocupado com a falta de respostas da administração Miguel Haddad para as perguntas encaminhadas pelo governo Pedro Bigardi.

Especialmente por parte da Secretaria de Educação e Esportes, que abriga grande parte do funcionalismo público municipal.

“Estou preocupado com a demora nas respostas da Secretaria de Educação”.

A preocupação de Orlato especificamente com a Secretaria de Educação alimenta ainda mais os boatos de que ele seria o indicado de Pedro Bigardi para a pasta.

Em entrevista por chat do Facebook, Orlato não confirma. Mas também não nega.

Isso significa que o senhor é o futuro secretário de Educação?

“Rsrsrs… por hora significa que o setor mais ‘populoso’ do funcionalismo, e dos mais importantes, ainda não teve respostas objetivas do secretário de Educação atual”.

Mas isso está acontecendo apenas na pasta da Educação?

“As questões são importantes porque demandam ações, não só nesta pasta como na Saúde, no Transporte. Eles responderam parcialmente, na área financeira mais, o resumo dos contratos em geral. Mas quando fazemos perguntas mais específicas, as respostas são mais demoradas. Espero que tenhamos essas respostas na segunda-feira, no máximo”.

 

Veja o que o governo Bigardi quer saber

[Perguntas feitas à Secretaria de Educação e Esportes – Contidas no Ofício 2 da Equipe de Transição – desde o dia 26/11/2012, até agora sem respostas]:

Relativo ao quadro de servidores que ocupam funções de Vice-Diretores, Coordenadores e Supervisores:

– Qual o quantitativo em cada uma destas funções, o nome dos ocupantes atuais e sua (ou suas) unidades educacionais de responsabilidade de cada um?
– Qual o ano em que cada um ingressou, mediante concurso público, no quadro de servidores da educação?
– Qual o valor atual de cada gratificação por função acima elencada?
– Quais as normas que tratam deste quantitativo, da nomeação para estas funções e dos valores?

E ainda:

– Listagem dos estagiários em pedagogia e letras e quais as escolas municipais onde atuam;
– O valor mensal, dos meses de agosto e setembro de 2012, gastos com o total dos produtos utilizados na merenda escolar em toda rede educacional;
– O cardápio diário da merenda escolar, relativo aos meses de agosto e setembro de 2012;

Na listagem enviada pela prefeitura, relativa aos documentos da transição de governo, não há de forma objetiva todos os fornecedores de produtos para a merenda escolar, de material de escritório e limpeza, ou serviços para as unidades escolares da SMEE.

– Existe algum contrato de fornecimento, ou serviços, que esteja vencendo entre 01 de dezembro de 2012 e 30 de março de 2013? Quais são eles?
– O número de crianças que não terão vagas em creches, segundo o número de inscrição, quando comparado com o número de vagas disponíveis, para o ano letivo de 2013.
– Qual foi esse número em 2012?
– Quais as escolas privadas, contratadas com o objetivo de fornecimento de vagas em creches para 2013? Qual o número de vagas em cada uma delas e o valor unitário, por criança, contratado?
– Qual o horário, nestas escolas, em que a criança permanece sob os cuidados da mesma?
– No valor de cada vaga contratada, está incluso a alimentação das crianças?
– Há mais escolas privadas não contratadas, mas capacitadas, para fornecimento de vagas em creche ainda para o ano letivo de 2013?
– Fornecer o Plano Municipal de Educação.

 

Foto de abertura: o secretário de Educação, Francisco Carbonari, principal foco das críticas de Durval Orlato. Divulgação site O Jundiaiense