Para Ibis Cruz, o problema é a falta de visão estratégica

Ibis-Cruz
Dos postulantes ao cargo de prefeito, Ibis Cruz (PTN) foi o único que já esteve à frente da Prefeitura de Jundiaí. O economista foi prefeito de 1973 a 1977, e aos 77 anos ainda tem gás pra enfrentar mais uma campanha soltando o verbo contra as administrações que vieram depois dele. “Faltou visão estratégica”, disse ele nesta segunda-feira (10), durante a sabatina promovida pela Associação dos Aposentados, Ordem dos Advogados do Brasil e Movimento Voto Consciente. Ibis foi o terceiro candidato a participar das sabatinas. Como vem fazendo desde o início da campanha, Ibis Cruz concentrou suas críticas em dois pontos: o saneamento e o sistema viário. “Tudo é importante numa cidade, mas o saneamento e o sistema viário exigem visão de longo prazo”. Na visão dele, pouco foi feito depois da administração Ibis para adequação do sistema viário ao crescimento da cidade e essa é a razão para o atual problema de mobilidade. Ibis lembra que construiu a avenida 9 de Julho, a avenida 14 de Dezembro, a marginal do Rio Jundiaí e a avenida dos Imigrantes. Mas lamenta que essas obras não tiveram continuidade. “A marginal do rio Jundiaí deveria ir de Várzea até Itupeva, com três pistas. Mas não deram continuidade ao projeto e o que vemos hoje são esses congestionamentos na Marechal Rondon, pois não há outro caminho”. O ex-prefeito disse também que o projeto original da avenida 14 de Dezembro também não foi levado adiante. Segundo ele, a 14 de Dezembro deveria continuar passado por onde hoje está a Ponte Torta até chegar à avenida dos Imigrantes, que chegaria até Ivoturucaia. Ibis Cruz lamentou também que a Rodoviária tenha sido construída no final da avenida 9 de Julho. No plano original, segundo ele, no local haveria um trevo conectando um lado ao outro da Anhanguera, o que evitaria o atual gargalo do treve da Avenida Jundiaí. “Desde 1973 nós sabíamos que era preciso ampliar o Trevo de Jundiaí. E nada foi feito”. Para Ibis, não adianta pensar em ciclovias como solução para o gargalo de mobilidade. “Só funciona para lazer. Não é solução para toda a cidade”. Seu plano, se eleito, é dar continuidade ao que começou a construir em 1973. Na questão do saneamento, Ibis Cruz criticou o fato de Jundiaí não ter ainda um plano de longo prazo para a destinação do lixo. Na opinião dele, a cidade precisaria de uma usina capaz de reciclar todo o lixo produzido. “Não se pode pensar em aterros sanitários nos dias de hoje. Existe tecnologia e condições para que todo o lixo seja reciclado”. O ex-prefeito disse ainda que pretende descentralizar a área de saúde, criando postos de atendimento 24 horas, que é favorável à tarifa zero para usuários de ônibus com mais de 60 anos e que no governo dele nenhuma criança ficaria fora da creche. E lamentou que em 35 anos a cidade não tenha construído nenhum outro cemitério. O Nossa Senhora do Monte Negro foi inaugurado durante a administração Ibis em 1974. Para Ibis, o prefeito está no lugar de servir. “O prefeito é um empregado da sociedade. Não tem essa de pedir ao prefeito. Ele tem a obrigação de fazer o bem pras pessoas”. Na foto de abertura, da esquerda para a direita, o presidente da Associação dos Aposentados de Jundiaí, Edegar de Assis, a voluntária do Movimento Voto Consciente Helena Cristina Alves de Oliveira, o candidato Ibis Cruz e o candidato a vice-prefeito Eginaldo Marcos Honório. Veja também Luiz Fernando tem as respostas na ponta da língua Vanderlei Victorino: “tudo em função do ser humano”