Bigardi: Luiz Fernando critica mas não fez nada pela área de saúde

O candidato à reeleição, Pedro Bigardi (PSD), foi entrevistado pelo Oa. Falou sobre o que fez pela cidade, sobre o que deixou de fazer, sobre o que pretende fazer, caso ganhe a eleição e, ainda, respondeu às críticas do adversário, Luiz Fernando Machado.

[Assista ao vídeo abaixo]

Os principais ataques de Luiz Fernando são endereçados à área da saúde.

Bigardi disse que o debate em torno da saúde é uma “irresponsabilidade” por parte de seu adversário (que integrou o governo anterior como vice-prefeito) porque quando ele esteve no poder “não fez nada pela área de saúde”.

“É o principal debate porque envolve o município e outras esferas que são omissas. O Governo do Estado não investe na saúde. O Hospital Regional é uma vergonha. É estruturado, mas não atende ninguém. Fui lá outro dia, estava vazio enquanto o Hospital São Vicente atendia a todo vapor”.

Bigardi também criticou o AME (Ambulatório Médico de Especialidades), de responsabilidade do Estado. “O atendimento de algumas especialidades foi reduzido pela metade e, em alguns casos, zerado, como ortopedia, por exemplo. Com isso, O Hospital São Vicente acaba recebendo uma demanda que não é dele”.

Sobre as obras na área da saúde, Bigardi destaca a reforma e ampliação de 21 unidades básicas de saúde, o PA Central, que funciona 24 horas e atende 800 pessoas por dia e as UPAs que estão em obras.

“Construir quatro mini hospitais que vão funcionar 24 horas não é da noite para o dia, exige projeto, licitação, verbas e nós estamos fazendo, as obras estão no terceiro piso. É uma irresponsabilidade da oposição criticar as UPAs. Dois terrenos desapropriados para elas ficaram parados por anos, eles não fizeram nada”.

Sobre mobilidade, o candidato à reeleição citou várias obras viárias que melhoram o tráfego na cidade, mais de um milhão e meio de metros quadrados de asfalto e as alças da Anhanguera, um projeto de décadas atrás que só saiu do papel na administração dele.

“Foram muitas reuniões, insistência com Governo do Estado, Concessionária, Artesp. Com certeza, não teria acontecido sem o esforço do município”.

Além disso, Bigardi cita a implantação de 74 novos ônibus com acessibilidade, o Circula Jundiaí, que faz o transporte de crianças com deficiência, a tarifa social, o bilhete único usado por 5.500 pessoas por dia.

“Isso tudo só é possível porque criamos o subsídio no transporte, que não existia. São R$18 milhões de reais por ano, mas por um bom motivo. Se não fosse isso, a passagem hoje estaria bem mais cara para todo mundo”.

Bigardi fez questão de responder às críticas sobre a falta de cobradores e “gaiolas” nos terminais.

“Não tiramos os cobradores das linhas. Já é assim na cidade há 10, 20 anos. E chamar o local de pagamento de gaiolas é um desrespeito às pessoas. Apenas 4% usam os terminais para pagar a passagem. Estamos incentivando- as a usar o bilhete único. Além de mais fácil, fica mais barato”.

Sobre as ciclovias, o candidato assumiu que ficou devendo, mas disse que, com a aprovação do plano diretor, tudo muda para a próxima gestão.

“Com a aprovação do Plano Diretor, o plano cicloviário está pronto e, o melhor, com recursos. 10% do fundo de contrapartidas será destinado para calçadas e ciclovias”.

Com relação à segurança, Bigardi destacou a contratação de 128 guardas, a aquisição de 38 novas viaturas  e o programa “Crack, é possível vencer”. E sobre o aluguel das viaturas, crítica do adversário, ele rebateu.

“Vale muito mais a pena. Qualquer prefeitura que tenha feito a comparação sabe disso. O desgaste é muito alto e, quando há algum problema, como troca de pneu, por exemplo, a viatura não precisa ficar meses parada para licitação do serviço. O problema é que o meu adversário não tem experiência administrativa e nem compromisso com a verdade”.

Para incentivar a vinda de empresas para a cidade, Pedro Bigardi que o tempo de aprovação das indústrias na cidade foi reduzido de 2 anos para 42 dias. Além disso, criou uma lei de incentivos fiscais.

“Com isso, trouxemos 62 grandes empresas para a cidade, R$ 2 bilhões em investimentos”.

Assista à entrevista com Pedro Bigardi

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