Plano Diretor mostra que o caminho é a conversa e participação

Depois de dois anos e meio de trabalho o Plano Diretor Participativo chegou à sua versão final que será enviada nos próximos dias à Câmara Municipal.

Um trabalho árduo. Difícil.

Muita gente envolvida, muito trabalho. Muitas diferenças. Mas, ao final do processo, a certeza de que o caminho é o diálogo. E que os conflitos, sejam eles de qualquer natureza, podem ser resolvidos quando pessoas de boa vontade se dispõe a conversar.

O processo do Plano Diretor Participativo deixou como saldo positivo não apenas a oportunidade de se planejar uma cidade mais humana e saudável para as próximas gerações, mas a construção de um diálogo entre setores até então diametralmente opostos.

Ao longo do processo, empresários da construção civil puderam reconhecer que o desenvolvimento com equilíbro é, inclusive, bom para quem vende moradia e qualidade de vida. Agricultores e proprietários rurais viram renascer suas esperanças de conservar suas áreas e ampliar a produção.

Moradores de bairros tiveram propostas aprovadas, ativistas, ongs, agentes políticos, administradores se engajaram e fizeram valer suas opiniões.

Muito café, pão de queijo, conversas e disputas. Sangue quente algumas vezes. Mas ao final do processo a aprovação de um plano que equaliza forças e permite um desenvolvimento com maior equilíbrio.

A construção do Plano Diretor Participativo é um exemplo. Uma demonstração da cidade de que o diálogo é possível que diferenças são saudáveis. O diferente não é o inimigo. O diferente não é pra ser destruído, mas compreendido.

Jundiaí mostra um caminho.

Da mesma forma que no final da década de 70 o município decidiu preservar a Serra do Japi, num movimento que se antecipou à crise climática que hoje vivemos e garantiu mais qualidade de vida para a cidade e região, agora constrói um plano que valoriza a zona rural como área também de produção de água.

Um passo importantíssimo na preservação do futuro.

Sem água não há desenvolvimento. Não há vida. E foi esse o principal fio condutor do novo plano. Um plano que, na verdade, não inova. Ela apenas coloca as coisas no seu devido lugar. A zona rural é a natural produtora de alimentos e água. Deve ser preservada e incentivada.

Ao manter seu corredor de vida ao redor do centro urbano, a cidade permite que produtores rurais cresçam e se especializem na produção, por exemplo, de alimentos orgânicos. Ao mesmo tempo em que preservam suas nascentes. E assim a vida permanece.

O exemplo da Serra do Japi está vivo. Hoje, praticamente todas as nascentes da Serra estão preservadas. Na zona rural há muitos que ainda podem ser salvas e outras tantas em ótimo estado.

É um processo sem perdedores.

Todos ganham.

Jundiaí mostra que o caminho é da união de esforços, da construção de consensos e do trabalho em conjunto pelo bem comum. Sim, é possível.

Agora o Plano Diretor Participativo será enviado à Câmara Municipal, onde seguirá seu caminho através das comissões da casa até a aprovação final.

Caberá à sociedade organizada fazer valer sua força e pressionar para que o Plano seja aprovado em sua totalidade. Afinal de contas, ele é fruto do trabalho de milhares de pessoas de todas as tendências e segmentos.

Um plano que representa o pensamento da sociedade.

 

Pra saber mais a respeito do plano, consulte a página do Plano Diretor no site da Prefeitura.

Foto de abertura by Marcos Fernandes, no Congresso da Cidade.

 

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