Sesc abriga evento “Jundiahy ou Jundiaí” sobre cidades criativas

O teatro do Sesc Jundiaí recebe no dia 18 de maio (quinta-feira), das 18h30 às 21h30, um evento com uma das especialistas brasileiras em economia criativa e cidades criativas, Ana Carla Fonseca. Além de palestra inicial, o evento é formado também por uma vivência sobre esse olhar para as características das cidades e seu patrimônio coletivo.

Asessoria especial das Nações Unidas e vencedora do Prêmio Jabuti 2007 na categoria Economia e finalista do Prêmio Jabuti 2013 na categoria Urbanismo, a convidada atuou no intercâmbio entre Brasil e Reino Unido nesses temas, sendo também pioneira em disponibilizar livros digitais abertos (como Hábitos Culturais dos Paulistas ou Economia Criativa Como Estratégia de Desenvolvimento).
 
A proposta do tema Jundiahy ou Jundiaí, do evento realizado pelo Sesc Jundiaí e produzido pela Mecenaria, está ligado ao debate sobre a transição peculiar de um município com 400 anos de história e um forte patrimônio cultural e ambiental de cidade do interior para parte do mercado metropolitano paulista.

O resgate do uso da grafia original da cidade, por exemplo, foi defendido a partir de 2009 pelo sociólogo e jornalista José Arnaldo de Oliveira no portal de mesmo nome para toda a colina do centro histórico situado entre rios, em uma “onda” compartilhada por pesquisadores, artistas, profissionais e outros moradores.
 
Mas o evento coloca a questão de forma mais ampla.
 
Para ela, o intangível não deve mover apenas as marcas, mas sobretudo os valores coletivos e pessoais que orientam nossas vidas. Então esses diversos intangíveis formam a economia criativa (incluindo a economia da cultura) que aplicada aos espaços urbanos resultam também em cidades onde as pessoas gostariam de viver.

No Reino Unido esses setores, capazes de dinamizar extensas cadeias produtivas, foram definidos a partir de 1997.
 
No Brasil, ainda pouco mapeado, um levantamento de indústrias criativas de 2014 apontou em Jundiaí profissionais desses perfis nas áreas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), informação e comunicação (TIC), biotecnologia, música, artes cênicas, expressões corporais como artesanato ou gastronomia, patrimônio em museologia ou produção cultural, mídia com audiovisual e editorial, arquitetura, design, publicidade e moda.

O tema é importante, principalmente em tempos de crise, tanto por aspectos da sustentabilidade ambiental como pela transição em andamento para a Quarta Revolução Industrial. E chega a contar com um plano nacional previsto no Ministério da Cultura e com um programa municipal previsto no Plano Diretor.

Em uma de suas entrevistas, Ana Carla Fonseca definiu o conceito de cidade criativa que foi sua tese de doutorado, pesquisada em cidades de 13 países, como aquelas onde independente de escala, conceito ou história existem três características principais.
 
“Primeiro é a cultura, segundo a inovação como estado permanente de olhar as coisas de forma diferente para encontrar soluções e, terceiro, as conexões entendidas como entre áreas da cidade, entre público e privado, entre institucional e comercial, entre cidade e resto do mundo”. A vivência com os participantes que fará parte do evento depois da palestra será baseada nos conceitos de cidades criativas e economia ativa.

Cidades Criativas: É Jundiahy ou Jundiaí? acontece no dia 18 de maio, quinta-feira, das 18h30 às 21h30 no teatro do Sesc Jundiaí (avenida Antonio Frederico Ozanan, 6.300, Ponte de Campinas).
 
A entrada é gratuita e a retirada de ingressos pode ser feita no local, uma hora antes do evento.
 
Foto by Lucas Castroviejo

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