Temer na tevê: “Não renunciarei. Repito não renunciarei”

O presidente Michel Temer disse hoje (18) que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida.

“Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento.

“Não renunciarei. Repito não renunciarei”, disse.

Segundo o presidente, a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) será território onde surgirão todas as explicações. “No Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos”, disse Temer.

Na noite de ontem (17), o jornal O Globo divulgou reportagem sobre encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, em que Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba.

Nesta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, e abriu inquérito para investigar o presidente Michel Temer.

O jornalista Ricardo Noblat, de O Globo, havia informado pouco antes que o presidente Michel Temer estaria pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje.

Algumas das frase de Temer:

“Não renunciarei. Sei o que fiz”.

Temer afirma que a investigação pedida pelo Supremo vai ser o “território onde surgirão todas as explicações”.

Temer afirma que, em nenhum momento, autorizou pagamentos “a quem quer que seja” para ficar calado. “Não comprei o silêncio de ninguém”, diz Temer, afimando que não teme nenhuma delação e não tem nada a esconder.

Temer diz que só fala agora porque antes tentou conhecer o conteúdo dos documentos. Mas até agora não conseguiu.

Em casa de renúncia, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, substituiria o presidente como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018.