Uma “trégua” na cidade para dar adeus a Picôco Barbaro

Por José Arnaldo de Oliveira, Edu Cerioni e Flavio Gut

Em meio ao público de populares, empresários, profissionais liberais ou artistas que conseguiram prestigiar a despedida de Picôco Barbaro na tarde de terça-feira (28), no Velório Central, uma curiosidade foi a presença de um vice-prefeito, dois ex-prefeitos e diversos vereadores (inclusive o presidente da Câmara).

Não por serem diferentes das demais pessoas, mas pelo simbólico respeito à trajetória desse agitador cultural, colunista e empreendedor como parte de gerações que defenderam valores da comunidade e da diversidade de Jundiaí.  

Alguns agentes políticos vistos no local foram o vice-prefeito Antonio de Pádua Pacheco (representando o titular, Luiz Fernando Machado) e mais os ex-prefeitos Pedro Bigardi e Walmor Barbosa Martins e o atual presidente da Câmara, Gustavo Martinelli. Mas a lista é imensa.

Em uma comparação superficial, é a demonstração em escala local de uma espécie de “soft power” como dizem os norte-americanos sobre a importância da influência cultural que desempenham em campos como o cinema hollywoodiano ou com as gigantes da internet.

Estavam presentes arquitetos, professores, biólogos, desembargadores, músicos, comerciantes, jornalistas, produtores culturais, médicos, editores, advogados, confeiteiras, estilistas, moradores em geral.

Ele era considerado um dos maiores acervos da memória do modo jundiaiense de viver, tanto entre endinheirados como entre remediados, com detalhes de forma prodigiosa sobre a história de cada pessoa.

Vindo dos tempos em que a fotografia era uma coisa mais rara e aparecer no jornal (mesmo que como figurante de uma cena) era uma forma de reconhecimento, Picôco soube usar esse quarto poder de forma bastante democrática mesmo ainda na ditadura e reinventou-se na era recente da abundância de dados virtuais como uma espécie de filósofo e memorialista.

Seu lema recente para encerrar os artigos na fase septuagenária foi o bordão “viva a vida” (antes nos jornais impressos, depois na web e até em um livro recente), que dialoga com canções pop da atualidade como a banda Cage The Elephant, que diz mais ou menos a mesma coisa em “cry, baby”.

Mas com sotaque da cidade, inclusive sobre a importância das caminhadas e dos encontros ao acaso.

Entre as pessoas avistadas no local estiveram amigos como José Renato Nalini, juiz aposentado que coordena a Secretaria Estadual de Educação, ou Inos Corradin, artista plástico que foi homenageado no desfile carnavalesco da X9 em São Paulo.

Também estiveram outros vereadores como Wagner Ligabó, Cristiano Lopes ou Paulo Sérgio Martins.

Outros nomes que foram avistados foram o gestor de educação Oswaldo Fernandes ou os ex-secretário Jayme Martins e Daniela da Camara.  

Também estiveram na despedida, em ordem aleatória, Gisela Andrade, Roberto Franco Bueno, Eduardo Carlos Pereira, Tainan Franco, Bel Gurgel, Dalmo Gatti, Colinha, Mariana e Duto Sperry, Nádia Trimboli, Sayonara Palomba, Sueli Knox Ferreira, Tom Nando, Patrícia Polli, Douglas Mondo, Sílvia Orenga Sandoval e Paulo Noronha, Hannah Traldi, João e Valéria Ballas, Maria Eugênia Storani Lima, Théo Conceição, Ana Regina Borges, André Barros Leite e Mônica Tozzeto, João Carlos Lopes, Ignezinha do Pandeiro e Henrique Parra Parra.

E mais Fábio Perez, Péricles e Luiza Barranqueiros, Cláudio Levada, Pilli, Kiko Bigotti, Tânia Traldi, Mariana Pacheco, Jane Nalini, Sumara Mesquita, Silvério Falasco, Val Jùnior, Carol Frutos, Rita Nicioli Cerioni, Luly Alves, Iazinha, Fátima Borges, Jane Nalini, Cristina Hauz, Lucinha, Cláudio Gomes, Nailor Gropelo, Vera Vaia, Maíra Seixas, Sílvio Ermani, Rosângela, Fabiano, Ariela, Ângelo Maso, Thirso D´Angieri e Adonai Zani,

Foram vistos ainda Élida Furtado, Norival Sutti, Roseli Akstein, Paulinho Ladeira, Rita Rodrigues, Tião da Voage, Cida Úngaro, Luiza e Bira Chagas, Luiz Menucci, Sandra Carnio, Erazê Sutti, Daniel Busanelli, Afonso Zeni, Tati Silvestroni, Fábio Pescarini, Dirceu Cardoso, Cláudia Bergamasco e mãe, Kelly Galbieri, Patrícia de Salvi, Denise Oliveira, Gláucia Mazzei, Adriana Zutini, Ana Borges Silva, Solange Muzaiel, Valério Oliveira, Silvana Ferreira, Wagner Sandrim, Maria Aparecida Bombral.

E também o Paulo da antiga Loja Carlos Gomes, Telma Pantoja e Luci Giassetti, Ana Amélia Matai, Bete Luchesi, Margarete Geraldo Bigardi, Nelson Manzatto, Gi Amaral, Nassib e Nanci Cury, Márcio Martelli, Rodolfo Zanetta, Ademir Tafarello, Águeda Duarte, Tiago Rosso Bianco, Einar Segura, Rita Raymundo, Roberto Rodrigues, Dário Ferraz, Ana Cristina, Ana Preta e ainda pessoas da turma do Estrela da Ponte, da turma do Natura, da turma do Clube, da turma do São João, da turma do Refogado e outras.

E muitas outras mais, que apenas com uma memória privilegiada como a de Picôco Barbaro poderiam ser lembradas em sua totalidade.

Ao vivo, Picôco agitou Jundiaí durante o período de 1945 a 2017. A partir de agora, continua a agitação com sua recomendação mais vital e menos consumista – viva a vida, desde as coisas mais simples até as reflexões mais filosóficas. Jundiaí agradece o conselho.

Esse artigo foi escrito juntando o que esses três dinossauros jornalistas puderam sentir e observar durante o velório de Picôco Barbaro, querido amigo.

 

José Arnaldo de Oliveira é jornalista e sociólogo, presença constante com seus artigos no Oa e também no JundiAqui.

Edu Cerioni, editor e fundador do site JundiAqui, sócio de Picôco Barbaro, com quem vem registrando a vida da cidade há mais de dois anos.

E eu, Flavio Gut, fundador e editor deste Oa.

As fotos são de outro amigo e parceiro Rodolfo Zanetta, do Curta Cidade.