A deliciosamente estranha sonoridade de Tape e Scandurra

O mais legal de ver o show de Edgar Scandurra e Silvia Tape na Praça de Convivência do Sesc é perceber como um renomado artista de carreira consolidada no rock pode ser muito mais e ao mesmo tempo menos.

Deixa explicar melhor — pelo menos tentar.

Mais porque ele e Silvia Tape trazem uma sonoridade nova. Tem rock e tem Brasil e tem música do mundo. E tem força. Na voz, nos arranjos. Nas escolhas.

E menos porque é Edgar Scandura, aquele do Ira! é simples. Ver o cara ali tocando bem na cara da gente, no mesmo nível (do chão) é muito bom. Ouvir o sujeito dizer: “somos uma banda nova e não temos um grande repertório…”

Pois é. É isso.

O show do álbum Est tem um ano de estrada e surgiu do encontro de Scandura e Silvia Tape. Um disco (disco mesmo, pois foi lançado em vinil) tem um som adoravelmente estranho. A guitarra de Scandura soa ainda mais pesada do que nas velhas canções do Ira!.

Tem um peso denso. Atonal às vezes.

Depois do show, Silvia e Edgar autografaram álbuns e CDs, tiraram selfies com fãs e ficaram por ali batendo um papo.

Ambiente perfeito para tietar.

Coisa boa de ver. Afinal, não é preciso muita coisa pra mostrar um bom som. Basta ter aquela disposição de sempre estar aonde o público está.

O álbum está disponível para download no site da dupla. http://www.tapescandurra.com/