Amplifica traz uma panorama e novas perspectivas para as bandas independentes

Por Flavio Gut

O festival de bandas independentes Amplifica 2017, trouxe pela primeira vez ao palco do Sesc algumas das principais bandas que batalham por espaços na cena local. Nesta sexta e sábado, se apresentaram Infante (na foto de abertura), Fistt, Gasoline Special de Burt Reynolds.

Quem mais soube aproveitar o espaço foram os rapazes do Infante, com uma apresentação que cresceu muito com as luzes e equipamento de som de primeira oferecidos pelo Sesc. O Infante é uma banda em ascensão. Fazem um som redondo que ao mesmo tempo tem um apelo pop sem ser óbvio demais. Seus músicos criam.

Ter um baterista que toca guitarra e um guitarrista que toca bateria é um diferencial. Eu os vi tocando um set parecido no Ocupa Ponte Torta e foi nítido o crescimento da performance no palco do Sesc. O Infante, ao que parece, tem um boa estrada pela frente. 

Gasoline Special e Fistt estão em outro estágio. São bandas consolidadas com cerca de 10 anos de estrada. Fizeram shows corretos. O Fistt perdeu um pouco porque o público hardcore costuma interagir mais com as bandas, característica de palcos mais baixo e menores, como o Bar do Bilé, por exemplo. No grande palco do Sesc soou distante. 

O Gasoline, com um novo baixista na formação, mandou rock no velho estilo. A alma da banda, André Bode, guitarrista e vocal, despejou energia para uma platéia pequena de velhos conhecidos. 

O Burt Reynolds, que fechou o ciclo de apresentações no sábado (neste domingo há duas palestras) é um caso especial. Uma banda que sobrevive desde o início do anos 90 e representa a resistência e um exemplo para os novos. Com sua nova formação mandou canções conhecidas por mais de uma geração.

Mostrou que é possível continuar na estrada e olhar para frente.

Burt Reynolds

Fistt

Gasoline Special

Fotos by Tati Silvestroni