Casa da Cultura será transferida para o Complexo Fepasa

(atualizada na segunda-feira, dia 20)

A gestora de Cultura, Vasti Ferrari, se reuniu na tarde desta quarta-feira (15), em São Paulo, com o superintendente em exercício do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Victor Hugo Mori, para tratar da restauração e do plano de ocupação do Complexo Fepasa.

Também participaram da reunião, segundo a assessoria de Comunicação da Prefeitura, a diretora administrativa do Complexo Fepasa, Adriana Faccioni; a diretora de Urbanismo, Sylvia Angelini; e a chefe de Restauração e Patrimônio, Karen Mazzola.

Segundo Vasti, o órgão validou o projeto da Unidade de transferir a Casa da Cultura para o complexo.

“A reunião foi muito positiva. O superintendente acolheu as sugestões da equipe técnica da pasta e aprovou o nosso plano de ocupação. Nossa expectativa é de que a Cultura esteja funcionando no local dentro de 20 dias”, destacou a gestora.

Para Sylvia, o encontro foi importante na medida em que ficou definido o projeto de recuperação do Complexo Fepasa, o qual terá início com um plano de ação emergencial que será colocado em prática de imediato.

“Após esta fase, passaremos para a elaboração do projeto de restauração e execução da obra. Ficou acordado que o primeiro passo é interromper o processo de degradação do complexo”, explicou.

Entre as ações do plano de ação emergencial estão a reforma do telhado e troca do piso, além de outros reparos mais urgentes, acrescentou Vasti (na foto com o superintendente do Iphan).

“São necessidades que visam, inclusive, garantir a segurança de quem frequenta o local.”

O superintendente do Iphan elogiou o plano de ocupação da pasta e destacou a importância da diversidade de serviços oferecidos no local.

“É a partir desses serviços, em parte, que a população cria uma relação com o complexo”, pontuou Mori, para completar que a forma como o espaço será ocupado é uma prerrogativa da Prefeitura, “desde que ela seja feita sem ações que danifiquem o imóvel, que é tombado”.

Segundo Vasti Ferrari a mudança vai gerar uma economia aos cofres públicos de R$ 144 mil, somente com o aluguel.

“Herdamos uma dívida de R$ 500 mil, incluindo a falta de pagamento de artistas locais. Portanto, neste momento, toda a economia é bem vinda, já que permitirá o investimento de novos projetos”, disse ela.

A implantação do plano de ocupação já teve início e está sendo realizada em parceria com a Unidade de Infraestrutura e Serviços Públicos, segundo a Prefeitura.

Além da remoção de entulho e lixo, será realizado o desentupimento das calhas e dos vãos dos trilhos e a substituição da caixa d’água. A previsão é de concluir esta primeira etapa de ocupação em aproximadamente seis meses, de acordo com o cronograma da Unidade de Gestão de Cultura.

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