Complexo Argos, símbolo da era das tecelagens, é tombado pelo Condephaat

O Complexo Argos foi tombado como Patrimônio Material de Jundiaí, em nível estadual, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

O pedido de tombamento ao órgão estadual, segundo informou a Prefeitura, foi feito em 2010 pela cidadã Regina Kalman.

Segundo a Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural, ligada à Secretaria de Cultura, a solicitação havia sido negada em primeira instância.

Posteriormente foi aberto um processo para que o Complexo Argos fosse tombado em nível municipal pelo Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (Compac) e, paralelamente a esta ação, o Condephaat reconsiderou o pedido e concedeu o tombamento através do processo nº 31605 – 2010.

Para o diretor de Patrimônio, Donizetti Aparecido Pinto, a conquista se revela importante à cidade na preservação de sua memória.

“Jundiaí ganha mais um patrimônio histórico, agora tombado em nível estadual. A importância do espaço está na grande tecelagem que moveu a economia de Jundiaí durante o século 20 e todos os funcionários que passaram por ela”, disse o diretor.

A creche Profª Maria de Toledo Pontes, em frente ao Complexo Argos, na avenida Dr. Cavalcanti, também foi incorporada ao processo de tombamento. O espaço fundado em 17 de novembro de 1945 funcionava como escola conveniada para os filhos dos operários da antiga tecelagem, o que a designa como parte da história da Argos.

Sobre
Atualmente o Complexo Argos abriga a Secretaria de Educação, a Biblioteca Municipal, a sede da TV Educativa, o Centro de Línguas, o Instituto Federal, o Centro de Capacitação, o Centro de Educação de Jovens e Adultos (CMEJA) e o Centro de Referência ao Idoso.