Derretimento do Ártico chega ao maior nível já registrado

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A visualização acima mostra a extensão do gelo do mar Ártico neste domingo (26), dia em que o gelo do mar atingiu a menor extensão já registrada em mais de três décadas de medições por satélite, de acordo com cientistas da NASA e do National Snow and Ice Data Center.

Os dados são do sensor de microondas do satélite do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A linha na imagem mostra a extensão mínima média do período que abrange 1979-2010, medido por satélites.

Os dados foram confirmados pela agência japonesa de exploração aeroespacial, pela Noruega, Dinamarca e por outras agências governamentais que monitoram a área.

Todo verão a calota de gelo do Ártico derrete ao que os cientistas chamam de “mínimo” antes de tempo mais frio e em seguida reconstrói a cobertura de gelo de volta. O tamanho deste mínimo permanece num declínio há muito tempo.

A extensão em 26 de agosto, porém, quebrou o recorde anterior, estabelecido em 18 de setembro de 2007. Mas a temporada de derretimento 2012 ainda poderá continuar por várias semanas.

O engenheiro Cesar Brayner, da Defesa Civil de Jundiaí, responsável pelo monitoramento do clima na entidade, disse que as consequências das mudanças climáticas podem ser percebidas em todo o planeta.

Observador da natureza e velejador há 12 anos, Brayner consegue perceber as alterações de ventos e correntes marítimas.

“As pessoas acham que isso não está acontecendo. Mas é uma realidade. Há mudanças profundas acontecendo no planeta. O que acontece lá nos afeta aqui”, disse ele.

O problema maior no Ártico é que o Verão no hemisfério Norte ainda não terminou. E é possível que o derretimento seja ainda maior.

Segundo Walt Meier, cientista do National Snow and Ice Data Center o derretimento recorde é uma indicação de que a cobertura de gelo do mar do Ártico está fundamentalmente mudando.

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Crédito da imagem: Estúdio de Visualização Científica, NASA Goddard Space Flight Center

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