Esses caras, Sá & Guarabyra, são muito gente boa

Os caras estão juntos no palco há 45 anos e não se cansam de mandar um som de primeira com a alegria de quem começou ontem.

Sá & Guarabyra, essa dupla que já foi trio com Zé Rodrix, lotou o ginásio do Sesc na quarta-feira (8) para um show que trouxe não só os sucessos consagrados como Dona e Espanhola, mas também pérolas do lado B dessa longa carreira.

Eles são tão gente boa que até atenderam a um pedido do jornalista e fã José Arnaldo de Oliveira.

Nas conversas e entrevistas antes do show, Arnaldo perguntou ao Guarabyra se ele poderia cantar Marimbondo (do disco Pirão de Peixe com Pimenta, de 1977).

“Eu vou ver com o Sá. Essa música não faz parte do show, mas acho que ele lembra”, disse Guarabyra.

E não é que tocaram mesmo?

De início Sá sozinho no violão, mas em seguida Guarabyra e toda banda. Ensaio ao vivo e em cores. E som da mais alta qualidade.

E um humor que é característica deles. Muitas histórias que deram origens às mais conhecidas músicas da MPB.

E nas mesmas conversas de bastidores a lembrança de outros jundiaienses presentes na vida da dupla, como o tecladista e produtor Paulinho Calasans, que durante muito tempo tocou com a banda.

 

 

Os dois ainda homenagearam Zé Rodrix, antigo parceiro e indiretamente o criador da expressão rock rural que até hoje acompanha a dupla.

Zé Rodrix, contou Guarabyra, tinha composto Casa no Campo, gravada por Elis Regina. Em parte da música havia a frase “eu quero uma casa no campo onde possa compor muitos rocks rurais”.

A produção estava justamente buscando algum rótulo para definir aquele som que juntava as caipirices de Guarabyra com o som urbano de Sá e Zé Rodrix e assim surgiu o rock rural.

Rock rural psicodélico algumas vezes, com lembra o José Arnaldo de Oliveira.

O show do Sesc foi uma festança. Um arraial de bom humor e alegria. Valeu o ingresso, com certeza.

Venham mais vezes, amigos.

Fotos by Lucas Castroviejo