“Eu pixo você pinta. Vamos ver quem tem mais tinta”

Quer entender um pouquinho como essa história de limpar pichação é uma luta sem fim?

O documentário ‘Pixo’, de João Wainer e Roberto Oliveira, dá uma pista de como buraco é bem mais embaixo — fala de São Paulo, mas a realidade é a mesma aqui e acolá.

Levantando a discussão polêmica que tenta esclarecer se pichação é arte ou vandalismo, o documentário Pixo, realizado por João Wainer, fotógrafo da Folha de S. Paulo, e Roberto Oliveira, diretor de videoclipes e de DVDs musicais, levanta argumentos para o debate em questão, sem, porém, trazer respostas ou julgamentos.

O longa mostra a realidade dos pichadores, acompanha algumas de suas ações e os conflitos com a polícia. O cenário é a cidade de São Paulo, onde o “pixo” (expressão utilizada por seus representantes) tem uma linguagem diferente daquela presente em outros lugares do mundo e um contexto histórico e social particular.

O longa tem também como um dos principais focos a vida do ex-pichador Djan Ivson, de 24 anos, um dos mais reconhecidos na cidade. Acostumado a filmar seus atos há muito tempo, ele emprestou várias imagens à produção, cenas que dificilmente seriam captadas pelos diretores.

Como consequência de sua participação, Ivson foi convidado para pintar a fachada de vidro da Fundação Cartier, ao lado de artistas renomados, como os norte-americanos ícones do graffiti Keith Haring e Jean Michel Basquiat.

Além de mostrar os personagens e o risco que correm ao realizar suas intervenções, o documentário exibe imagens como a do polêmico episódio em que a Faculdade Belas Artes foi pichada.

O filme possui trilha sonora composta pelo grupo Racionais MC’s e pelos intérpretes Sabotage e Jorge dü Peixe. A direção musical é de Ice Blue e Tejo Damasceno.

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