Figueroas traz seu Swing Veneno” pro Bongô Bar neste sábado

A dupla alagoana Givly Simons (vocal) e Dinho Zampier (órgão, sintetizador), o Figueroas, vai estar neste sábado, 18, lançando seu Swing Veneno no Bongô Bar e Chopperia (antigo Toca do Rei). O pessoal do Miojo Indie fez uma resenha do novo álbum do Figueroas. Olha só: Não poderia existir melhor época para o lançamento de Swing Veneno (2017, Deck Disc / Läjä Records). Segundo registro de inéditas do Figueroas, o trabalho de dez faixas funciona como um curioso rito de passagem para a chegada do Carnaval. Uma solução de versos, batidas e melodias quentes, sempre provocantes, ponto de partida para cada uma das canções dissolvidas no interior da obra. Tal qual o caloroso registro entregue em 2015, Lambada Quente, o novo álbum se espalha em meio a sintetizadores, versos marcados pela comicidade e batidas que nascem como um convite à dança. Uma mistura de ritmos que joga com o som e a essência do carimbó, se espalhando em meio a flertes com a música eletrônica, pop, cúmbia, brega e todo um universo de referências extraídas de diferentes épocas e tendências da música popular brasileira. Completo com a presença dos músicos Rafa Moraes (guitarra e baixo), Raphael Coelho (percussão), Natan Oliveira (metais) e Dieguito Rocha (bateria), Swing Veneno ainda conta com um toque especial de dois convidados. É o caso do veterano Manoel Cordeiro, músico responsável pelo som colorido que escapa das guitarras e violões em quatro composições do disco, além, claro, do ator Chay Suede, a voz pontual em duas vinhetas produzidas para o álbum. Inaugurado pelo romantismo torto do Boneca Selvagem (“Boneca selvagem / Seu beijo me acelera”), o trabalho convence logo nos primeiros minutos. Difícil escapar da sequência de versos cíclicos e batidas que invadem na cabeça do ouvinte. Mesmo o clássico Não Há Dinheiro Que Pague, música eternizada por Roberto Carlos na década de 1960, se transforma em um arrasta-pé caloroso e sedutor, efeito da simplicidade como os elementos — sonoros e poéticos — ocupam a canção. Pegajoso do primeiro ao último verso, o Swing Veneno ecoa de forma acessível mesmo nos instantes em que a dupla alagoana parece flertar com a temática política/social. Um bom exemplo disso está em Melô do Futuro, música que pinta um cenário pessimista sobre o futuro do planeta — “Do jeito que o mundo vai / Não passa do ano 2030”. Em Lambada das Nações, uma pacífica e naturalmente utópica relação entre diferentes povos, unidos pelo poder da dança — “Todas as nações estão juntinhas a dançar”. No restante da obra, um jogo de arranjos e versos marcados pelo completo descompromisso e bom humor da dupla. Em Jaqueline, terceira faixa do disco, um synthpop nostálgico, no melhor estilo Leo Jaime. Entre versos em castelhano, o tempero latino de Viva La Cumbia. Na dobradinha 1000 Beijos e Melô do Beijo, o fino toque da poesia brega inaugurada pelo duo em Lambada Quente. Um labirinto de sensações que segue de forma coesa até o melancólico fechamento do trabalho em Despedida. Ouça: Boneca Selvagem, Melô do Futuro e Não Há Dinheiro Que Pague

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