Em praticamente todas as partes do planeta há relatos de um clima em transformação. Calor demais. Frio demais. Enchentes, derretimento do gelo polar. São inúmeros os sinais de que algo está errado com o planeta Terra.

Os integrantes do movimento 350.org decidiram criar uma ação com objetivo de juntar esforços e preparar uma ação global de alerta. Nasceu assim o Global Power Shift, o ponto de partida para uma nova fase no movimento climático global.

Em um primeiro momento, centenas de líderes climáticos de todo o mundo se reunirão em Istambul, na Turquia, de 10 a 17 de junho, para criar um sentimento de comunidade e prepararem-se para um ano de novas ações e estratégias para o movimento.

A cúpula será uma oportunidade de aprimoramento das habilidades dos ativistas. Uma forma de ampliar os laços pessoais e comunitários, compartilhando a visão global da mudança.

O encontro pretende ainda traçar estratégias sobre como organizar diferentes ações e cúpulas semelhantes em outros países.

Depois, segundo o manifesto divulgado pela internet, durante todo o resto de 2013, “o mundo assistirá a uma onda de eventos e mobilizações nunca antes vista”.

De acordo com os organizadores, o prazo necessário para resolver a crise climática está acabando, mas falta vontade política para que a real ameaça ao planeta seja encarada como algo a ser resolvido. E rápido.

Para o 350.org, 2015 parece ser o ano crítico em que devemos agir rápida e decisivamente para termos alguma possibilidade de limitar o aquecimento global a menos de 2 ºC, sem falar nas 350 partes por milhão que, segundo os cientistas, é o limite seguro de CO2 na atmosfera.

Os organizadores lembram que a Cúpula da Terra – Rio+20, em junho de 2012, foi concebida para ser o ponto de partida de um impulso de três anos até 2015, “mas acabou sendo mais um gemido que um estrondo”.

E, na visão do movimento, 2015 começará e acabará com gemidos também, a menos que o movimento climático internacional possa gerar um nível de pressão política sem precedentes para a ação climática.

“Precisamos de uma demonstração massiva e constante de força que perturbe o status quo e prenda a imaginação pública”, diz o texto divulgado pela internet.

Encontro na Turquia

Será um encontro motivador, produtivo e divertido com mais de 500 ativistas climáticos de todo o mundo, segundo os organizadores.

No Global Power Shift os participantes estarão:

• Compartilhando e desenvolvendo habilidades para organizar movimentos e coordenar campanhas de impacto.
• Preparando-nos para organizarmos eventos Power Shift em nossos países depois do evento inicial na Turquia.
• Construindo alinhamento político, análise e teoria da mudança.
• Compartilhando experiências e aprendizagem sobre diferentes desafios enfrentados pelo movimento climático em diferentes países/regiões. Formulando estratégias para superar esses desafios.
• Reforçando a cooperação e colaboração regional e internacional.

Global Power Shift

Nos meses seguintes, serão organizadas cúpulas nacionais. Dependendo do tamanho do país anfitrião, as cúpulas reunirão de centenas a milhares de ativistas e colaboradores, segundo o movimento.

As cúpulas nacionais serão oportunidades para ampliar ou lançar campanhas climáticas nacionais e capacitar participantes de todo o país para voltarem para casa preparados para liderar grupos de ação local.

Os grupos locais irão, por sua vez, educar o público sobre as realidades e soluções para as mudanças climáticas, implementarão projetos e campanhas para essas soluções e começarão a recrutar mais pessoas para uma ação global massiva em 2014 e 2015.

Dessa maneira, de 2013 adiante, o Global Power Shift prentende começar a criar a mudança internacional no poder (global power shift) que o planeta precisa para enfrentar de forma eficaz à crise climática.

Sobre os organizadores

A organização do Global Power Shift foi iniciada e é liderada pela 350.org, um movimento climático internacional formado por jovens e co-fundada pelo autor ambientalista Bill Mckibben.

O Global Power Shift está formando parcerias com uma ampla variedade de colaboradores de todos os movimentos climáticos jovens e do movimento climático em geral.

As parcerias, segundo os organizadores, não visam apenas a preparação para o lançamento global do evento em Istambul em 2013, mas também para organizar eventos de mudança de poder nacionais e novas mobilizações de campanhas em todo o mundo ao longo de 2013.

 

Saiba mais
http://globalpowershift.org/sobre-o-global-power-shift/

 

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