Jards Macalé, esse anjo doido e suas doideiras maravilhosas

Jards Macalé sempre esteve ligado aos principais nomes da vanguarda cultural.
 
Ele vai estar no Sesc neste sábado (1). Artista múltiplo, ele transita com total liberdade em diversas esferas da arte e foi parceiro musical de magníficos poetas, cineastas e artistas plásticos. Sua obra se mantém atual e é cada vez mais valorizada. 
 

 

Aos 50 anos de carreira, Jards Macalé está em plena forma. Criativo e intenso como sempre.

No repertório, Macalé apresenta suas composições essenciais, em releituras com novos arranjos, como Farinha do Desprezo, Só Morto – Burning Night, Movimento dos Barcos, Gotham City, Vapor Barato, Hotel das Estrelas, Negra Melodia, Mal Secreto, Let’s Play That, entre outras.

Violonista primoroso, formado na melhor tradição da música popular e erudita, ele reafirma sua importância como músico, compositor e intérprete, comemorando merecida fase de visibilidade e reconhecimento.

Sua obra se mantém atual e é cada vez mais valorizada. Com discos reeditados e remasterizados, Macalé vem conquistando as novas gerações interessadas no melhor da cultura musical brasileira das últimas décadas.

Mais sobre Jards Macalé

Jards Adnet da Silva – ou Macau, como é chamado pelos amigos – cresceu em Ipanema, onde jogava futebol na praia e ganhou o apelido de Macalé, o nome daquele que era considerado “o pior jogador do Botafogo”.

Estudou piano e orquestração com Guerra Peixe, violão com Jodacil Damasceno, violoncelo com Peter Dauelsberg e regência com Mario Tavares. Formou grupos musicais desde a adolescência e, em 1965, acompanhou Maria Bethânia quando esta substituiu Nara Leão no espetáculo Opinião.

Tornou-se depois diretor musical dos shows da abelha-rainha, ainda nos anos 60, e aí conheceu os baianos Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Na fase pós-tropicalista, fez com Capinan a música Gotham City e a defendeu no IV Festival Internacional da Canção (1969) – acompanhado da banda Os Brazões. Fez musicas para Gal Costa, Nara Leão e Elizeth Cardoso na virada da década de 1970, notadamente o clássico Vapor Barato (com Waly Salomão) e, contratado pela RGE, gravou seu primeiro disco solo – Só Morto, um compacto duplo com 4 faixas, com acompanhamento da banda Soma – lenda do rock setentista nacional.  

Nos anos 70/80 tornou-se parceiro de Moreira da Silva no samba de breque Tira os Óculos e Recolhe o Homem. Com Moreira fez vários shows e projetos e por ele foi eleito seu herdeiro legítimo.

Com o passar das décadas, Macalé reafirmou mais e mais sua importância como músico, compositor e intérprete, além de produtor e orquestrador. Hoje seus discos são reeditados remasterizados, como seu primeiro LP de 1972 Jards Macalé, relançado em 2012, o que motivou shows com os músicos que gravaram no original da época: Lanny Gordin (guitarra) e Tuti Moreno (bateria).

Outro exemplo é o LP Banquete dos Mendigos, álbum duplo idealizado e produzido por ele.

Gravado ao vivo, em 1973 no Museu de Arte Moderna do RJ, para comemorar o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o disco foi censurado e só saiu anos mais tarde em LP. Entre os vários artistas que participaram nomes como Paulinho da Viola, Jorge Mautner, Edu Lobo, Chico Buarque, Raul Seixas, Milton Nascimento, Dorival Caymmi e Gal Costa, além do próprio Macalé, entre outros.

O selo Discobertas acaba de lançar no mercado, uma caixa com 3 Cds contendo a obra completa.

Atualmente, Jards Macale segue sua agenda de shows pelo país, acompanhado da banda  LET´S PLAY THAT. Neste momento, com um mote especial em suas apresentações: o lançamento desse trabalho inédito.

Mais informações no site: www.jardsmacale.com.br