O que mudou na atuação da polícia durante o bloco Órfãos do Fígado?

“A Guarda Municipal (GM) informa que, no que se refere à sua atuação durante a passagem do Bloco Órfãos do Fígado, o esquema montado foi o mesmo organizado para o Carnaval 2017, com prioridade à ordem pública e conciliando os direitos dos foliões e dos moradores da cidade. Não houve qualquer registro de incidente. Ainda em resposta à sua solicitação, cabe esclarecer que a GM não tem responsabilidade pela emissão de multas, mas, sim, a Polícia Militar”.

Essa foi a resposta oficial da Prefeitura para a pergunta: o que mudou na atuação da polícia sábado (4) durante o bloco Órfãos do Fígado? Mas a foto abaixo mostra uma evolução importante no que aconteceu durante os blocos na semana de Carnaval e o bloco temporão Órfãos do Fígado. Nela é possível perceber que a Guarda Municipal ocupou logo cedo o posto de gasolina onde, durante a passagem do bloco da Ponte Torta, alguns veículos dos chamados pancadões estavam estacionados.

Ocupando o lugar mais cedo, a Guarda Municipal não permitiu o estacionamento dos veiculos, facilitando depois a dispersão.

Outra alteração importante: a Polícia Militar fez um patrulhamento ostensivo nas imediações, autuando diversos motoristas embriagados ou com veículos irregulares. E utilizou a chamada lei dos pancadões para multar à distância veículos com som muito alto. Desta vez, não usou bombas, nem gás, nem spray pra dispersar os foliões (na verdade a chuva ajudou, mas o fato é que não foram registrados incidentes na dispersão, como na semana passada).

Os policiais militares, desde o dia 16 de fevereiro, são os responsáveis pela aplicação da lei dos pancadões — multa de R$ 1 mil. A polícia anotou as placas e fez multas à distância, evitando assim o confronto.

A ação coordenada da Guarda Municipal e da Polícia Militar, ao que parece, deu resultado.

Fotos de Roberto Fernandes

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