Parque da Cidade vai crescer e ganhar novas funcionalidades

Uma cerimônia simples na manhã do sábado (1) ensolarado marcou a apresentação do projeto que vai ampliar a área do Parque da Cidade para 3,5 milhões de metros quadrados, o equivalente a 350 campos de futebol — o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, tem 1,6 milhão de metros quadrados.

As obras de terraplanagem, plantio de árvores e infra-estrutura já vinham sendo feitas há alguns meses, mas o projeto total só foi apresentado no sábado pelo diretor presidente da DAE SA (empresa responsável pelo abastecimento de água), Wilson Roberto Engholm.

A nova área terá uma espécie de parque das esculturas, com quatro obras de artistas renomados. A primeira delas, o ítalo-jundiaiense, Inos Corradin — “O Equilibrista” — foi inaugurada durante a cerimônia como símbolo da nova fase.

A ampliação do parque está sendo feita na área que fica entre o Centro Náutico e a antiga represa, que também será incorporada ao projeto, com ciclovias e área de caminhada ao redor.

Segundo Engholm, o trajeto para bicicletas será ampliado e vai chegar a sete quilômetros, integrando o Parque da Cidade atual, a nova área e o Jardim Botânico.

O projeto prevê um centro de exposições, um centro de educação ambiental, uma arena de shows para 18 mil pessoas e uma praça italiana, onde haverá restaurantes e outras conveniências.

A área de estacionamentos também será ampliada.

“Com o projeto concluído, este será um dos maiores parques urbanos do país”, afirmou.

O prefeito Miguel Haddad disse que o objetivo do parque, além do lazer, é preservar a água da cidade. Com a criação do parque no entorno da represa a área fica mais protegida.

Ainda segundo o prefeito, a criação de parques transforma a região em uma área mais segura. “São áreas que em geral estão abertas e são transformadas em áreas de lazer para a população”.

Na visão de Haddad, que reconhece os desafios que ainda precisam ser vencidos, uma cidade se mede pela qualidade de vida de sua população.

E seu objetivo é fazer uma grande integração entre os parques, conectando o Jardim Botânico ao Parque Linear (ao longo do Rio Jundiaí) e outros parques através de alamedas que permitam a caminhada de pedestres e o uso de bicicletas.

O prefeito afirmou ainda que a construção de parques vai ampliar a área verde urbana.

“E temos ainda a Serra do Japi, que está mais preservada do que há 15, 20 anos”, lembrou.

A arquiteta Dorothea Pereira, uma das responsáveis pelo projeto, disse que o parque vai permitir a reabilitação da área de brejo (próxima da linha férrea) e a criação de um centro de educação ambiental.

“E com isso vamos poder trazer as pessoas para mais perto. E esse é um ponto fundamental quando se pensa em conscientização. As pessoas precisam conhecer e assim preservar”, explicou.

Na foto de abertura, a solenidade debaixo de uma tenda no Parque da Cidade. Por José Aparecido do Santos PMJ.