Pena Schmidt: “É preciso considerar o público como parte da banda”

Por Flavio Gut O produtor Pena Schmidt sabe o que fala a respeito do mundo da música. Ex-executivo e diretor de gravadoras (esteve na Warner Music e é o responsável direto pelo surgimento dos Titãs, Ira! , Ultraje a Rigor, Magazine entre outros), também foi proprietário do selo independente Tinitus, ex-presidente de Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), diretor de palco e proprietário da empresa de produção musical StageBrainz , ex- superintendente do Auditório Ibirapuera . Ele esteve no domingo no Sesc, encerrando o ciclo de palestras do Amplifica 2017. Vale, com certeza aquela já batida expressão: "Quem não foi, perdeu". Conversei com ele logo depois da palestra. Uma das coisas que Pena ressaltou foi o trabalho da banda para formar seu público, algo muito discutido durante o festival. Sua visão do assunto é simples: "A banda tem que considerar o público como seu público. O público tem que ser encarado como propriedade da banda". E deu um exemplo: "A banda tem que fazer como dono da quitanda, que trata bem a freguesia para que ela volte. É um processo de cativar a freguesia". Uma banda, segundo ele, precisa ter uma relação forte com seu público para que ele saia de casa. O que não é fácil hoje em dia com tantos apelos para ficar em casa (Neflix, entrega de pizza etc). Assista a entrevista em video e saiba mais.