Peroni quer criar políticas públicas de Cultura que tenham continuidade

Instituir políticas públicas que tenham continuidade nos próximos governos. É essa a meta do novo diretor de Cultura, Marcelo Peroni.

Na entrevista gravada nesta semana num ambiente que ele conhece bem, o palco do Teatro Polytheama, Peroni falou de planos. De seu desejo de reunir os artistas para conversar e inventar um jeito de fazer da Cultura uma necessidade.

“Vamos criar festivais, calendários para as atividades, vamos fazer com que os projetos se tornem leis para garantir que continuem acontecendo nos próximos anos. Quando está instituído, eu começo a deixar um legado para os artistas e para qualquer outro secretário que passe por aqui”.

Marcelo reconhece os méritos da gestão passada, como a atenção dada à cultura popular e às manifestações que estavam afastadas da secretaria, mas critica a falta de continuidade dos projetos, um problema para os artistas e para o público.

“O processo de formação de platéia leva anos para acontecer, então o desafio é instituir uma política de incentivo que tenha continuidade independentemente do governo que entre”.

Marcelo, que é ator e produtor, assumiu um cargo público pela primeira vez e já encontrou pela frente o Carnaval, que teve o desfile cancelado e a Festa da Uva.

“A Festa da Uva tem origem nos produtores, imigrantes italianos, então essa cultura tem que aparecer, cada festa tem uma história que deve ser respeitada. Agora, vamos avaliar a festa deste ano para decidir as próximas. O mesmo vale para o Carnaval”.

O gestor de cultura aposta no diálogo para encontrar soluções para os principais problemas da área.

“Temos que auxiliar na formação dos artistas e tornar o trabalho deles acessível. Quero acabar com os privilégios e permitir que cada um faça o melhor que pode e da melhor maneira possível”.

Na lista de intenções dele, destaca a ocupação dos espaços públicos, um cadastro de todos os artistas atuantes na cidade e uma aproximação com o Sesc, que mudou a cara da cultura em Jundiaí.

O cenário para administrar tantas ideias é de pouco dinheiro e dívidas do governo passado com artistas da cidade.

“Não dá para ficar criando projetos que precisem de investimento antes de liquidar todas essas dívidas. Isso é prioridade. Também vamos buscar apoio externo com governo federal e estadual, apoio na iniciativa privada e leis de incentivos fiscais”.

Para começar, já está marcado um café com artistas da cidade, na Casa da Cultura, dia 8 de fevereiro, às 18h30. Todos estão convidados para serem conhecidos e se conhecerem.

Para o futuro, Marcelo prevê um cenário onde a cultura esteja bem mais presente.

“Em quatro anos, já poderemos falar de concertos, mostras de teatro, de dança. Teremos uma linha de incentivos acontecendo”.

 

LEIA TAMBÉM
Uma professora na Cultura quer ouvir os artistas para montar seu plano

Deixe um comentário