Polícia Militar dispersa público de bar da Marechal com gás lacrimogêneo

As ações da Polícia Militar continuam intensas e polêmicas durante o Carnaval. Por volta das 22h30 desta segunda-feira, 27, cinco viaturas da PM, incluindo uma base comunitária, obstruíram a Rua Marechal Deodoro da Fonseca e dispersaram o público que se aglomerava no Bar do Haules.

Após a obstrução da via, com as sirenes ligadas as viaturas avançavam e a multidão se dispersava por conta do gás lacrimogêneo usado pelos PM’s. Havia muitas pessoas na calçada do Bar e do prédio dos Correios, a correria foi intensa.

Não houve confronto, porém, muitos que ali estavam criticavam a atuação da PM por conta da falta de diálogo. Era possível ouvir coros “não acabou, tem que acabar. Eu quero o fim da Polícia Militar”.

A vendedora, Amanda Baleeiro, estava na calçada com um grupo de amigos enquanto a PM chegava. Ela não percebeu o momento da ação e acabou passando mal por conta do gás lacrimogêneo. “Minha garganta estava fechada, tive que correr e ficar sentada na calçada esperando passar o efeito”, disse.

Amparada por um grupo de amigos e tossindo muito, a professora de inglês, Íris Zabaleta, mal conseguia falar por conta do efeito do gás. “Eles jogaram na minha cara, na minha boca. Foi pura covardia, foi desnecessário”. Com o passar dos minutos, o estado da jovem piorava cada vez mais. Os amigos dela se mobilizaram e a levaram para casa.

O analista de TI, Eduardo Marques, ficou indignado com o modo de atuação da PM. Marques classificou como abusiva.

“Eles deveriam ter feito o serviço deles. Realizar uma ação para melhorar a circulação do trânsito talvez tenha sido necessário. Mas, passar com uma viatura lentamente em frente à um bar, que estava aberto dentro da lei, e jogar gás lacrimogêneo no meio de pessoas que não estavam fazendo nada de errado, além de ser abusivo é pura covardia”, declarou.

Após 40 minutos de ação dos PMs, o público já havia sido disperso e o Bar do Haules abaixou suas portas.