Há um mês não chove em Jundiaí. A última chuva caiu no dia 21 de julho, segundo as medições da DAE SA, empresa responsável pelo abastecimento de água na cidade.

A umidade relativa do ar, especialmente no período da tarde, cai para níveis muito próximos do que a Organização Mundial de Saúde considera com Estado de Atenção — entre 20% e 30%. Um dos principais sintomas nas pessoas é o nariz ardendo e a boca seca.

Na natureza, o perigo da baixa umidade são os focos de incêndio que se tornam mais frequentes. Só em agosto foram 31. O que exige atenção das polícias florestais, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Na tarde desta terça-feira (21) até mesmo o Parque da Cidade teve uma área queimada (foto e vídeo).

A baixa umidade do ar é uma característica desta época, especialmente os meses de julho, agosto e setembro.

O engenheiro Cesar Brayner, da Defesa Civil, responsável pelo monitoramento do clima na entidade, disse que este ano a situação ainda é melhor do que em 2011, quando no mesmo período a umidade ficou próxima do Alerta Máximo (em torno de 10%). Mas é preciso atenção.

“Estamos monitorando”, disse. A Defesa Civil pode fazer a leitura da umidade a cada 20 minutos, se necessário.

A Defesa Civil, junto com 19º Grupamento do Corpo de Bombeiros, a Secretaria do Meio Ambiente, polícias florestais e brigadas civis são os responsáveis pela Operação Corta Fogo e combate a incêndios florestais, que nesta época do ano mobiliza até mesmo os oficiais bombeiros que trabalham nas áreas administrativas.

“Em junho tivemos cinco focos de incêndio, em julho 18 e agora em agosto, que nem terminou, 31”, disse a sargento Fabiana Alves, do 19º Grupamento do Corpo de Bombeiros.

Segundo ela, boa parte dos focos de incêndio começa com a prática ainda muito comum de limpeza dos terrenos. “Isso acontece em condomínios e pequenos sítios. A pessoa coloca fogo para limpar o terreno e depois perde o controle”.

A Prefeitura de Jundiaí informa que o monitoramento de queimadas e incêndios em mata nativa é realizado diariamente pela Guarda Municipal, por meio da Divisão Florestal desta Corporação. O setor promove uma série de atividades de interesse ambiental voltada à preservação, conservação e proteção da Serra do Japi, também em seu entorno.

Para isso, informa a Prefeitura, o patrulhamento é realizado diariamente, percorrendo-se a área da reserva para se verificar possíveis focos de queimada e/ou incêndio; uma vez detectado algum tipo de ocorrência ou irregularidade na área da Serra, as pastas, autarquias ou órgãos correlacionados – tais como Polícia Florestal, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente – são acionados para em parceria auxiliar nas intervenções necessárias.

Umidade do ar

O ideal para a saúde é que a umidade do ar fique acima dos 60%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Entre as consequências do tempo seco estão o agravamento de doenças respiratórias, infecções das vias aéreas e viroses e ardência e ressecamento nos olhos, boca e nariz.

O engenheiro Brayner explica que a baixa umidade do ar dificulta a dispersão de poluentes, que acabam inalados pelas pessoas e provocam problemas respiratórios e infecções.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, com o ar mais seco, as vias aéreas são diretamente afetadas, facilitando a entrada de vírus e bactérias. A prevenção é o melhor remédio. Crianças e idosos são os mais vulneráveis e os que sofrem mais com o tempo seco.

Evite problemas

Para evitar ou minimizar esses problemas, a Secretaria de Estado da Saúde divulgou um informe com algumas orientações:

– Beba bastante líquido (a não ser em caso de alguma restrição) – é essencial, faz uma grande diferença, ajuda a hidratar o corpo e a garganta.
– Não faça exercícios físicos entre as 10h e 17h – a poluição também fica mais intensa nesse horário.
– Deixe um recipiente com água ou um pano molhado no quarto antes de dormir.
– Lave as narinas com soro fisiológico e/ou faça inalações com o mesmo produto – também ajuda muito, principalmente quem tem rinite.
– Mantenha os ambientes arejados e livres de tabaco e poeira.

Em São Paulo, a Defesa Civil colocou toda a cidade de São Paulo em estado de emergência nesta terça-feira devido à baixa umidade relativa do ar –situação que ocorre quando ela fica abaixo de 12%.

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