Isadora Faber. Ela usou o Facebook para denunciar a escola

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“Eu Isadora Faber que tenho 13 anos, estou fazendo essa página sozinha, para mostrar a verdade sobre as escolas públicas. Quero melhor não só pra mim, mas pra todos”.

Assim a aluna da escola municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis (SC), abre a página que criou em 11 de julho no Facebook, Diário de Classe, para reclamar dos problemas em sua escola.

Noite de segunda-feira, 27 de agosto: 20.119 curtiram e 519 falando sobre a página na maior rede social do mundo. É a decisão de uma menina disposta a botar a boca no trombone aliada a um mundo onde a informação se propaga na velocidade das redes sociais.

Tarde de terça-feira, 28 de agosto: 87.179 curtiram e 713 falando sobre isso — 67 mil pessoas a mais em cerca de 20 horas.

Início da noite de terça-feira, 28 de agosto: 109.366 curtidores e 1.895 falando da página dela no Facebook.

Isadora Faber é um fenômeno da internet com um crescimento vertiginoso. Há muitos comentários na página do Oa e outros sites da internet. O número de pessoas fazendo comentários, oferecendo serviços de advocacia, apoio e conselhos aumenta a cada hora.

Depois de bombar na internet, ela teve que se desculpar com seus fiéis seguidores.

“Pessoal, me desculpem estar respondendo muito pouco hoje, mas eu to sendo entrevistada por vários jornais…ok. Mas amanhã eu vou dar a atenção que todos vcs merecem e muito obrigada por cada curtida de vcs!!! bjo a todos que estão me apoiando nessa causa!!!”

O que ela conta não é muito diferente do que acontece em muitas escolas.

“Acho que essa quadra nunca foi pintada, todos deveriam concordar que se fizermos um mutirão e pintar seria melhor, porque inclusive os usuários da quadra, professores de educação física, alunos que usam e precisam da marcação do jogo, gostariam de ter um local com linhas visíveis na hora do uso. Fica minha dica…”

Veja a determinação dela.

“Me pressionaram de todas as formas para eu retirar os videos das aulas de matemática. Se arrependimento matasse já estava morta, mas se continuarem sem dar explicações vou publicar todos de novo e mais alguns, ou vai passar o ano todo sem aula de matemática decente??”

E a pressão veio também da direção da escola, segundo disse Isadora em uma entrevista para a revista Época Negócios online.

A aluna de 13 anos começou a sofrer bullying dos colegas, das merendeiras e de seus professores. Isadora conta em um de seus posts que, em um do