Soluções para lixo são tema de projeto Jundiaí-Luneburg

As cidades de Jundiaí, pelo Brasil, e de Luneburg, pela Alemanha, promovem na manhã de 8 de junho um seminário regional sobre nivelamento técnico em gestão sustentável de resíduos sólidos urbanos. As inscrições estão abertas.

O evento é parte do cronograma semestral previsto pelo projeto Nakopa, que também envolve um projeto-piloto e workshops com moradores no Vetor Oeste (em abril ou maio), seis seminários com técnicos municipais (já iniciados) e a elaboração de um manual tecnológico ainda antes do seminário.

Entre abril e maio o cronograma também inclui a visita de uma comitiva de seis pessoas à cidade alemã. Na Prefeitura de Jundiaí, o projeto é coordenado pelo engenheiro Márcio Moraes, diretor indicado da área de limpeza urbana e do centro de gerenciamento em Jundiaí que divide essa função com Hubert Ringe, engenheiro sanitarista especializado em energias alternativas que dirige a GfA desde 1989 na gestão de resíduos de 180 mil habitantes da região de Luneburg.

A equipe é formada por servidores fixos como Luciene Ramazotti Pupo (que trabalha em projeto de educação ambiental do tema para as escolas municipais), Juliana Baldi (técnica em química certificada em análises laboratoriais de resíduos) e Marcelo Foelkel Patrão (engenheiro especializado em financiamento de tecnologias da área).

Os demais integrantes são o empresário e ex-vereador Adilson Rosa, que é o gestor de infraestrutura e serviços públicos, a jornalista e assessora Maria Carolina Arvigo, que é diretora de comunicação, e a técnica e assessora Diana Argento Coelho.

Uma parte dos recursos humanos, burocráticos e financeiros do projeto é prestada pela agência Engagement Global, ligado ao governo federal alemão, e surgiu a partir da experiência iniciada há alguns anos por outro projeto de que Jundiaí participou que foi o I-Nopa.

Embora a sigla em alemão Nakopa se preste em português ao bom humor quando se associa a outros momentos de Brasil e Alemanha, o projeto é sério. Conta com apoio do Ministério Federal para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Universidade de Tecnologia de Braunschweig e do Centro de Pesquisa, Educação e Demonstração em Resíduos Sólidos (Creed), que fixou em Jundiaí a pesquisadora Christiane Dias Pereira e forma a consultoria.

Na organização por plataformas da reforma administrativa local, o projeto ficou na rubrica de desenvolvimento sustentável. Uma curiosidade nas diferenças culturais é que Luneburg, com origem há mais de mil anos, se apresenta diretamente como uma cidade histórica enquanto Jundiaí, com pelo menos 400 anos, cita a origem tupi de seu nome mas não se apresenta como tal.

Na parte de gestão, a empresa pública do setor (como ocorre aqui em estilo sociedade anônima com a DAE na parte de águas e esgotos) existe em Luneburg desde 1989 mas atua em áreas tão diversas como combustíveis derivados de resíduos, motogeradores a biogás, preparação de madeiras verdes e secas para biomassa, energias fotovoltaicas e eólicas e até mesmo uma surpreendente biomassa em forma da papoula. Em Jundiaí, uma das parcerias mais antigas deve ser na coleta que conta com algumas empresas terceirizadas desde 1993.

De acordo com o portal do projeto, em janeiro deste ano foram coletados em Jundiaí 10,46 milhões de quilogramas de resíduos domiciliares (e mais 1,15 milhão de quilogramas na coleta seletiva). Desse total, apenas 414 mil foram recicláveis comercializados e praticamente 11 milhões foram aterrados em outras cidades. Se continuar nesse ritmo, a cidade chegaria ao fim de 2017 precisando de espaço para “enterrar” 132 milhões de quilos de resíduos sólidos, ou lixo, apenas neste ano.

Sobre o seminário, reservas podem ser feitas com Daniela Coelho em (11) 4589 8400 ou dhcoelho@jundiai.sp.gov.br.

Saiba mais em em http://nakopajundiai.com.br/index.php/seminario-regional/

 

Prefeitura desativa mais um ponto de descarte irregular

Sofá, colchão e até um aparelho de televisão foram encontrados pela equipe da Unidade de Infraestrutura e Serviços Públicos no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Residencial Jundiaí. O espaço começou a ser limpo na manhã desta segunda-feira (27) sendo, em seguida, desativado, a exemplo do que já aconteceu com os dois PEVs do bairro do Ivoturucaia.

As mais de 15 toneladas, entre lixo e entulho, descartados de forma irregular serão destinadas ao Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Geresol). “O próximo passo deste trabalho será delimitar a área e intensificar a fiscalização para que o terreno não volte a ser um depósito de lixo”, explica o diretor técnico, Marcio Alberto Moraes.

A expectativa da Unidade de Serviços é desativar os 16 PEVs espalhados pela cidade em até dois meses. “O descarte de lixo feito de forma descontrolada tem sido uma das principais reclamações dos moradores, além de causar poluição visual, aumentar a incidência de doenças e prejudicar o meio ambiente”, enumera o diretor.

Deixe um comentário